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Timor-Leste pronto para assumir a presidência rotativa da CPLP, diz Xanana GusmãoO primeiro-ministro de Timor-Leste anunciou ontem, segunda-feira, dia 22, na sede da CPLP, em Lisboa, que o seu país será o próximo a dirigir a organização, explicando que a presidência actual corresponde ao período que estava destinado à Guiné-Bissau. O [período de presidência] ‘Pro Tempore’ é o período que pertenceria à Guiné-Bissau. Depois da Guiné-Bissau somos nós. Portanto, o próximo somos nós”, declarou o primeiro-ministro timorense, Kay Rala Xanana Gusmão, aos jornalistas, em Lisboa, quando questionado sobre o destino da próxima presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Sobre a Guiné-Bissau, que presidiu à organização entre Agosto e Dezembro de 2025, quando foi suspensa da CPLP, e de outras organizações internacionais, devido ao golpe militar de 26 de Novembro, Xanana Gusmão respondeu que a organização se está a esforçar para ajudar o país, mas salvaguardou que respeita o princípio da não-interferência. “Há o princípio de não-interferência, mas deve haver também o princípio de obedecer, seguir os princípios universais de direitos humanos, da Democracia”, declarou o ex-Presidente da República de Timor-Leste. “Eu não posso dizer quando, mas acredito que os guineenses vão compreender quanto custa a nós perceber e quanto custa a eles viver numa sociedade em que os direitos humanos não são uma regra, uma norma”, declarou. Para o governante, esta é uma “questão complicada” e de difícil previsão. “O que temos para dizer é que vai haver todo o esforço para podermos ajudar a mudar a situação ali”, rematou. Sobre a morte do ex-Presidente de Timor-Leste Francisco Guterres, “Lu Olo”, ocorrida no passado dia 21, respondeu que a única certeza que temos na vida é a morte, apenas não sabemos “quando, onde e como.” Durante a conferência de imprensa, que sucedeu à sessão solene com a secretária-executiva, Maria de Fátima Jardim, e representantes permanentes dos Estados-membros junto da CPLP, o líder histórico timorense declarou que esta visita à sede foi ainda mais essencial pelo facto de a organização estar prestes a fazer 30 anos, que se assinalam a 17 de Julho. “Neste aniversário reafirmamos o nosso compromisso com a unidade na diversidade e reforçamos os laços históricos, culturais e políticos que unem os nossos povos de língua

O primeiro-ministro de Timor-Leste anunciou ontem, segunda-feira, dia 22, na sede da CPLP, em Lisboa, que o seu país será o próximo a dirigir a organização, explicando que a presidência actual corresponde ao período que estava destinado à Guiné-Bissau.

O [período de presidência] ‘Pro Tempore’ é o período que pertenceria à Guiné-Bissau. Depois da Guiné-Bissau somos nós. Portanto, o próximo somos nós”, declarou o primeiro-ministro timorense, Kay Rala Xanana Gusmão, aos jornalistas, em Lisboa, quando questionado sobre o destino da próxima presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Sobre a Guiné-Bissau, que presidiu à organização entre Agosto e Dezembro de 2025, quando foi suspensa da CPLP, e de outras organizações internacionais, devido ao golpe militar de 26 de Novembro, Xanana Gusmão respondeu que a organização se está a esforçar para ajudar o país, mas salvaguardou que respeita o princípio da não-interferência.

“Há o princípio de não-interferência, mas deve haver também o princípio de obedecer, seguir os princípios universais de direitos humanos, da Democracia”, declarou o ex-Presidente da República de Timor-Leste.

“Eu não posso dizer quando, mas acredito que os guineenses vão compreender quanto custa a nós perceber e quanto custa a eles viver numa sociedade em que os direitos humanos não são uma regra, uma norma”, declarou. Para o governante, esta é uma “questão complicada” e de difícil previsão. “O que temos para dizer é que vai haver todo o esforço para podermos ajudar a mudar a situação ali”, rematou.

Sobre a morte do ex-Presidente de Timor-Leste Francisco Guterres, “Lu Olo”, ocorrida no passado dia 21, respondeu que a única certeza que temos na vida é a morte, apenas não sabemos “quando, onde e como.”

Durante a conferência de imprensa, que sucedeu à sessão solene com a secretária-executiva, Maria de Fátima Jardim, e representantes permanentes dos Estados-membros junto da CPLP, o líder histórico timorense declarou que esta visita à sede foi ainda mais essencial pelo facto de a organização estar prestes a fazer 30 anos, que se assinalam a 17 de Julho.

“Neste aniversário reafirmamos o nosso compromisso com a unidade na diversidade e reforçamos os laços históricos, culturais e políticos que unem os nossos povos de língua portuguesa”, referiu, no seu discurso.

“Hoje, tivemos ainda a oportunidade de refletir sobre a importância do multilateralismo, do diálogo e da cooperação para o desenvolvimento dos nossos povos num contexto internacional marcado por incertezas e instabilidade”, prosseguiu.

Por fim, referiu que foram abordados temas centrais para os cidadãos lusófonos, em particular a mobilidade no espaço da CPLP, e a vontade em aprofundar a união e cooperação económica, bem como a vontade em fortalecer a cooperação para os oceanos e aproximar a CPLP de outras regiões estratégicas do mundo, particularmente com a região da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), de que Timor-Leste faz parte.

Recorde-se que a CPLP é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

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