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Angola é o segundo país com mais residentes estrangeiros em Portugal

A estimativa da população residente em Portugal publicada ontem, segunda-feira, dia 22, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) de Portugal aponta para um aumento significativo do número de residentes estrangeiros em todo o país. Entre 2021 e 2015, o número de estrangeiros em Portugal mais do que duplicou em termos absolutos, chegando em Dezembro a 1.597.539 de pessoas.

Este aumento registou-se em todas as regiões do país, destacando-se a Grande Lisboa (mais 259.544 estrangeiros) e o Norte (mais 191.523) como os locais em que esse crescimento foi maior. É, de resto, nessas duas regiões que se concentram os valores mais elevados de estrangeiros em Portugal. Mais de 34% dos imigrantes residem na Grande Lisboa e quase 20% vivem no Norte do país.

Mas, se é verdade que em termos absolutos, Grande Lisboa e Norte concentram mais de metade da população estrangeira, o Algarve – com 161.556 estrangeiros – destaca-se como a região com maior proporção de imigrantes na população, com 27,9%. Em sentido oposto, é a Região Autónoma dos Açores que conta menos estrangeiros entre a população local.

Angola em segundo lugar, depois do Brasil

É verdade que, com o aumento geral da população estrangeira em Portugal, a percentagem de cidadãos brasileiros até caiu de 2021 para 2025. Esta é, no entanto, destacadamente a nacionalidade mais representada no universo de imigrantes. Quase 36% dos estrangeiros são brasileiros, com um total de 574.195 residentes. Um valor que em termos absolutos mais do que duplicou nos últimos quatro anos.

A segunda nação mais representada na comunidade imigrante é Angola, com 103.140 habitantes (e 6,5% do total), seguida da Índia (93.683, representando 5,9%), Cabo Verde (76.099 habitantes) e Nepal (56.866). Segue-se a população oriunda do Bangladesh que, com 56.724 residentes, registou das maiores subidas entre 2021 e 2025 (230,5%).

De referir que, embora sejam oficiais, estes valores publicados pelo INE são apenas estimativas. Para o cálculo, o INE utilizou dados da Agência para Integração, Migrações e Asilo (AIMA), integrando valores de outras fontes administrativas, como a segurança Social, o Ministério da Educação ou a Autoridade Tributária.

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