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“Queremos comunidades mais saudáveis”, refere responsável da Cruz Vermelha em Angola

A Cruz Vermelha de Angola vai reforçar a sua capacidade de servir cada vez mais as comunidades angolanas, contribuindo para o fortalecimento do sistema de saúde, desenvolvimento local e para uma sociedade mais resiliente, reiterou, na última sexta-feira, dia 19, a presidente da organização, Delfina Comandala.

Ao proferir o discurso de abertura da gala em alusão aos 48 anos da Cruz Vermelha, sob o lema ” Todos, Todos, Todos”, a responsável da instituição fez saber que os cuidados de saúde não começam numa unidade sanitária, mas nas comunidades e que é desta forma que procuram construir soluções duradouras, reforçando os serviços de saúde, formando profissionais e capacitar as comunidades para que possam desempenhar um papel cada vez mais activo na promoção da sua própria saúde e bem-estar.

Delfina salientou que têm conhecimento que a transformação sustentável do sector da saúde exige colaboração, compromisso e uma visão partilhada. No entanto, realçou que é precisamente quando diferentes instituições, parceiros e cidadãos unem esforços em torno de um objectivo comum que surgem os maiores resultados.

Para esta responsável, investir na saúde é investir no desenvolvimento de Angola e no futuro das suas comunidades. “Talvez nunca consigamos medir plenamente o alcance de cada contribuição. Podemos contar, podemos fazer consultas com profissionais formados ou equipamentos adquiridos esses resultados são importantes sim, mas o impacto mais profundo encontra-se muitas vezes onde os números não chegam”, salientou.

A presidente da Cruz Vermelha frisou ainda na tranquilidade de uma mãe que encontra ajuda para o seu filho, na recuperação de uma criança que recebe cuidados a tempo e na confiança de uma comunidade que sabe que não está sozinha.

Contudo, disse, que “é precisamente por isso que apoiar um centro de saúde não significa apenas contribuir para uma infraestrutura ou para a aquisição de equipamentos, mas significa criar condições para que mais pessoas tenham acesso a cuidados de saúde próximos, atempados e de qualidade.”

“Esse é o impacto que procuramos alcançar, comunidades mais saudáveis, mais resilientes, mais preparadas para enfrentar os desafios do futuro. Sabemos que nenhuma destas ambições poderá ser alcançada pela Cruz Vermelha sozinha. É precisamente esse o espírito desta gala, construir parcerias capazes de gerar valor para todo”, concluiu.

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