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Receitas petrolíferas de Angola sobem 32% no 3º trimestre de 2026

Angola arrecadou 8,33 mil milhões de dólares com a venda de petróleo bruto no terceiro trimestre de 2026, um aumento de 31,82% em relação ao mesmo período de 2025, apesar de ter registado uma redução de 2,87% no volume de crude comercializado.

O crescimento das receitas resulta, essencialmente, da valorização do petróleo nos mercados internacionais, que permitiu ao país obter mais divisas mesmo tendo exportado uma quantidade inferior de barris. A evolução confirma o peso que as cotações internacionais continuam a exercer sobre o desempenho das receitas petrolíferas angolanas.

Os dados mostram que o aumento da facturação não foi acompanhado por uma expansão das quantidades exportadas. Pelo contrário, a subida dos rendimentos esteve associada sobretudo à melhoria dos preços de venda, evidenciando a influência dos factores externos sobre o sector petrolífero nacional.

A situação volta a expor a vulnerabilidade da economia angolana às oscilações do mercado internacional de petróleo, numa altura em que o crude continua a representar uma das principais fontes de receitas do Estado, de entrada de divisas e de sustentação das contas externas.

Embora o desempenho do terceiro trimestre revele um crescimento expressivo das receitas, a contracção do volume exportado merece atenção, sobretudo perante os desafios que Angola enfrenta para garantir a sustentabilidade das finanças públicas e reduzir a dependência das receitas provenientes dos hidrocarbonetos.

Neste contexto, a evolução das receitas petrolíferas continuará condicionada por dois factores fundamentais: o comportamento dos preços internacionais e a capacidade interna de manter e reforçar os níveis de produção. A estabilização da produção assume particular importância para limitar os efeitos de eventuais períodos de desvalorização do crude nos mercados internacionais.

Os resultados do terceiro trimestre voltam, assim, a demonstrar a importância estratégica do petróleo para a economia angolana, mas também a necessidade de diversificar as fontes de crescimento e de receitas, de modo a reduzir a exposição do país à volatilidade dos mercados internacionais.

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