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Venda de 15% da UNITEL faz com que Estado angolano encaixe 300,3 mil milhões de kwanzas

O Estado angolano encaixou 300,3 mil milhões de kwanzas, com a venda de 15% da Unitel, a um preço por acção de 40.040 kwanzas e a procura a superar a oferta 120 vezes.

Em comunicado divulgado ontem, segunda-feira, dia 27, a Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), citada pela agência Lusa, informou que a procura pelos 7,5 milhões de acções da operadora de telecomunicações, alienadas pelo Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), ascendeu a 9.054.299 títulos.

Das 17.549 ordens de subscrição recebidas, foram contempladas 16.571, correspondentes a 11.264 investidores que se tornaram novos accionistas da UNITEL, de acordo com a informação disponibilizada pela BODIVA.

A liquidação física e financeira da operação está marcada para terça-feira, seguindo-se a admissão à negociação da totalidade das ações da UNITEL na bolsa angolana, na quarta-feira, quando os títulos passam a ser livremente transacionáveis.

A OPV, iniciada a 6 de Julho e encerrada a 24 de Julho, insere-se no Programa de Privatizações do executivo angolano (Propriv) e é a maior de sempre em Angola. Dos 15% do capital colocados à venda, 2% estavam reservados aos trabalhadores da empresa e 13% destinados ao público em geral.

Refira-se que a UNITEL é a maior operadora de telecomunicações angolana, com mais de 70% da quota de mercado, é a primeira empresa do setor das telecomunicações a entrar na bolsa angolana.

A UNITEL era detida em partes iguais pelo Estado angolano, através do IGAPE, e pela petrolífera estatal Sonangol.

A lista de empresas a privatizar até ao final do ano inclui mais dez activos, incluindo a Angola Telecom, que fornece serviços de Internet, telefonia fixa e infraestrutura de redes.

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