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Sector privado angolano criou 95% dos empregos entre 2023 e Junho de 2026, refere Governo

O ministro angolano de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, destacou ontem, terça-feira, dia 21, o papel do sector privado no desenvolvimento económico de Angola, responsável por aproximadamente 95% pela criação de 774 mil empregos entre Janeiro de 2023 e Junho de 2026.

O governante falava na abertura da 41.ª edição da Feira Internacional de Angola (FILDA) 2026, subordinada ao lema “Produzir e Inovar Localmente, Vencer Globalmente”.

De acordo com Lima Massano, no primeiro trimestre deste ano, a economia angolana registou um crescimento de 5,3%, desempenho que se traduziu numa maior criação de emprego, particularmente entre os jovens. “Entre Janeiro de 2023 e Junho de 2026 foram criados cerca de 774 mil empregos formais, dos quais aproximadamente 95% resultaram da dinâmica do sector privado”, referiu.

O responsável angolano salientou que estes números demonstram que, quando são criadas condições adequadas para o investimento e para a iniciativa empresarial, “os benefícios chegam às famílias e às comunidades”.

“O Executivo continuará a fazer a sua parte: aprofundar as reformas e preservar a estabilidade macroeconómica, mantendo-se igualmente empenhado em construir um ambiente cada vez mais favorável ao investimento e ao crescimento das empresas”, salientou.

Sector privado tem um papel muito importante a desempenhar

Dirigindo-se ao sector privado, Lima Massano afirmou que o Governo espera que este “continue igualmente a cumprir a sua missão: investir, inovar, produzir, exportar e criar emprego”. “É desta parceria, construída sobre confiança, responsabilidade e visão de longo prazo, que nascerá uma economia mais forte, mais resiliente e mais bem preparada para competir globalmente”, frisou.

O ministro sublinhou que, nos últimos anos, Angola tem consolidado um ambiente macroeconómico mais estável, um factor determinante para atrair investimento, promover a diversificação da economia e reforçar a confiança dos agentes económicos, sublinhando que esse esforço tem produzido resultados positivos.

O sector da agricultura, acrescentou Lima Massano, “constitui um exemplo particularmente expressivo desta transformação”, tendo, “em apenas uma década”, duplicado o seu peso na formação do Produto Interno Bruto (PIB), o que reflecte o impacto das políticas públicas orientadas para o aumento da produção nacional e o reforço da segurança alimentar.

“Mas sabemos igualmente que o caminho ainda é exigente”, referiu o ministro na abertura da feira, que reúne 2348 expositores de 22 países, decorrendo até domingo na Zona Económica Especial (ZEE), na província de Icolo e Bengo. A China destaca-se com um pavilhão próprio.

Na edição de 2025, a feira reuniu cerca de 1800 empresas de 18 países e gerou um volume de negócios superior a 60 milhões de dólares.

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