
MINSA defende inserção da fármaco-vigilância no sistema de ensino nacional
O inspector-geral da Saúde, Miguel dos Santos Oliveira, defendeu, esta quarta-feira, no Huambo, a inserção da fármaco-vigilância no sistema curricular de ensino angolano, para a prevenção da falsificação e da contrafacção de medicamentos.
O responsável falava no encerramento do quarto Encontro Anual de Farma-covigilância em Angola, que juntou, em dois dias, investigadores, académicos, médicos, representantes de empresas nacionais das 21 províncias do país, envolvidas na distribuição e venda de medicamentos.
Afirmou que os estudos sobre a qualidade, a importância e a vigilância farmacêutica devem começar a ser estudados nas escolas do ensino geral, faculdades de Medicina e nos institutos superiores com currículos de ciências de Saúde, para a preparação adequada dos mecanismos preventivos de falsificação e a boa administração dos medicamentos.
Referiu que a segurança do paciente passa, necessariamente, pelo domínio e pelo conhecimento da fármaco-vigilancia.
Por isso, disse que as instituições nacionais de saúde, como as unidades hospitalares da rede pública e privada, a medicina tradicional e as organizações filantrópicas, devem centralizar estas com abordagens diárias, sobretudo, nas jornadas científicas, para a recolha de contribuições actualizadas neste ramo da medicina.
Defendeu a inclusão do sistema de fiscalização nas empresas importadoras de medicamentos, vendedores retalhistas e grossistas, bem como aos agentes sanitários que prescrevem as receitas e o consumidor final.
O director-geral da Agência Reguladora de Medicamentos e Tecnologia de Saúde (ARMED), José Solino Joel, prometeu maior engajamento na disponibilização e fornecimento de fármacos clinicamente seguros capazes de curar os doentes ou pacientes que venham frequentar as unidades sanitárias.
Alertou ser fundamental o controlo e fiscalização atenta das fronteiras nacionais, sobretudo, na entrada de medicamentos para a verificação da qualidade ou aceitação somente de fármacos credíveis.
Organizado pela ARMED, foram abordadas temáticas sobre bases legais para a regulamentação da fármaco-vigilância, importância da colaboração e comunicação do sistema nacional, qualidade dos medicamentos em circulação em Angola e as acções de minimização de riscos no uso destas drogas autorizadas.