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Inteligência artificial já é aplicada na banca

A Inteligência Artificial (IA) em Angola já é usada com muita frequência nos sectores da banca, para análise de risco, atendimento digital e prevenção de fraudes e nas telecomunicações, com o uso do aplicativo Chatbots, que serve para os usuários poderem conversar por voz ou por texto e na automação de serviços, segundo garantiu, em Luanda, o director-geral da empresa TIS, William Oliveira.

Segundo uma nota da TIS, empresa de Digitalização, Eficiência e Inteligência Artificial, também é notório de forma crescente o uso da IA no sector segurador e no retalho. O documento adianta que os sectores da Saúde, Educação e Administração Pública vão ser os próximos segmentos a adoptar, por serem áreas onde a tecnologia pode gerar grande impacto social.
Para o director-geral da TIS, William Oliveira, nos sectores da Banca, Saúde e Administração Pública, a Inteligência Artificial (IA) pode melhorar a qualidade do atendimento sem perder a dimensão humana da relação com o cliente. Adiantou que a IA deve ser vista como um complemento ao factor humano. No atendimento, a Inteligência Artificial agiliza tarefas repetitivas, dá respostas rápidas e tempo para que os profissionais se concentrem em questões mais complexas.
“Defendemos um modelo híbrido, onde a tecnologia garante eficiência, enquanto o contacto humano assegura a estratégia e a sensibilidade necessária, sobretudo em áreas como a saúde e os serviços públicos”, disse.
Para o responsável existem várias formas da aplicação da IA, como em canais de atendimento, para permitir que cada pessoa escolha entre um chatbot, um call center ou um balcão físico. Reforçou que a IA permite simplificar a experiência do utilizador e que a sua adopção tem de ser acompanhada de formação adequada.
O uso da Inteligência Artificial em Angola pode promover a inclusão social, ao facilitar o acesso a vários serviços. No sector financeiro, por exemplo, permite avaliar perfis de risco de forma mais justa, interagindo com os cidadãos, que antes ficavam fora do sistema bancário.
Na Saúde, pode levar diagnósticos e consultas virtuais a zonas remotas. Na Educação, através de plataformas adaptativas, pode oferecer ensino personalizado mesmo em contextos com poucos recursos.
“A Inteligência Artificial traz vários ganhos para a economia, como a redução de custos operacionais e até para o aumento da produtividade. Uma empresa angolana que aposte em automação inteligente, análise de dados e personalização de serviços tem capacidade para competir em pé de igualdade com organizações internacionais”, indica a nota.
A nota da TIS aponta que para a formação de quadros na área de Inteligência Artificial deve existir um investimento conjunto com o Estado, instituições de ensino e empresas.
Para isso, segundo o documento, é necessária a adopção de programas de formação contínua, parcerias académicas e incentivos que promovam a capacitação e a retenção de talentos, com carreiras estruturadas e projectos desafiantes que motivem jovens a permanecerem no país.
O director-geral da TIS entende que Angola precisa de ter uma regulamentação própria para regular a actividade de Inteligência Artificial, destacando ser importante actualização e o reforço das normas já existentes e garantir alinhamento com os padrões internacionais de protecção de dados e segurança digital.
“Olhando para o futuro, uma lei específica sobre Inteligência Artificial traria benefícios adicionais ao estabelecer directrizes claras sobre ética, transparência e responsabilidade no uso da tecnologia, criando maior confiança para empresas, investidores e utilizadores”, lê-se na nota.
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