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Eleva-se para 122 o número de mortos nas cheias em Moçambique

O total de mortos na época das chuvas em Moçambique subiu ontem, quarta-feira, dia 21, para 122, com seis pessoas desaparecidas, 99 feridas e 682 mil afectadas, segundo dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

De acordo com a base de dados do INGD, a que a agência Lusa teve acesso e com números de 1 de Outubro até à tarde de ontem, abrangendo já o actual período de cheias generalizadas no país, foram afectadas, até ao momento, 682.060 pessoas, equivalente a 142.914 famílias, com 11.433 casas parcialmente destruídas e 4.971 totalmente destruídas, agravando novamente balanço anterior.

Até sexta-feira era referido o total de 103 óbitos e 173 mil pessoas afectadas desde o início da época das chuvas em Moçambique, avançou nesse dia o Governo, decretando de seguida o alerta vermelho nacional. Desde 21 de Dezembro, pouco antes do início da fase atual de fortes e consecutivas chuvas, até ao momento, os dados do INGD contabilizam, assim, 21 mortos.

Dos 85 centros de acomodação abertos desde o início da época das chuvas, 74 permanecem agora activos, com 82.298 pessoas, incluindo as 16.666 que tiveram de ser resgatadas, segundo os mesmos dados do INGD.

Na nova actualização, contabiliza-se que foram afectadas, até ao momento, 57 unidades sanitárias e 44 casas de culto, além de 318 escolas, sete pontes, 27 aquedutos, 2.957 quilómetros de estrada e 193 postes de eletricidade tombados.

O registo do INGD aponta ainda para 166.308 hectares de área agrícola afectados, dos quais 74.769 hectares dados como perdidos, afectando 112.606 agricultores, além da morte de 61.627 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.

Hoje prosseguem acções e tentativas de resgate de centenas de famílias que continuam sitiadas pelas cheias, algumas refugiadas em telhados de casas, sobretudo nas províncias de Maputo e Gaza, sul de Moçambique, resultado das fortes chuvas, quase ininterruptas desde há mais de 12 dias, e que têm obrigado as barragens, incluindo dos países vizinhos, a aumentar fortemente as descargas, por falta de capacidade.

Estão envolvidos nestas operações, condicionadas pelo estado do tempo, cerca de uma dezena de meios aéreos, incluindo da África do Sul.

Em Maputo, as estradas Nacional 1, para Norte, e Nacional 2, para Sul, continuam intransitáveis, devido à subida das águas.

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