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Angola anuncia nova descoberta de petróleo e gás condensado no Bloco 0

A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e o grupo empreiteiro do Bloco 0 anunciaram ontem, segunda-feira, dia 17, uma nova descoberta de petróleo e gás condensado no poço de exploração 105-4X, localizado na zona marítima da Bacia do Baixo Congo.

Segundo a ANPG, os resultados preliminares confirmam a existência de uma coluna de óleo e gás condensado com mais de 600 metros (2.000 pés) no reservatório principal da Formação Pinda.

A descoberta apresenta mais de 90 metros de espessura líquida produtiva (Net Pay) e boas propriedades petrofísicas do reservatório, o que, segundo a concessionária, evidencia o seu potencial de viabilidade comercial. Seguir-se-á um período de avaliação técnica e económica para determinar as condições de um eventual desenvolvimento.

O plano em análise prevê a ligação da futura produção às instalações já existentes no Bloco 0, permitindo uma rota de produção mais eficiente, com menor necessidade de investimento adicional e maior rapidez na monetização dos recursos descobertos.

O Bloco 0 é operado pela Chevron Corporation, através da sua subsidiária Cabinda Gulf Oil Company Limited (CABGOC), que detém uma participação de 39,2%. A Sonangol E&P controla 41%, enquanto a TotalEnergies detém 10% e a Azule Energy 9,8%.

O presidente do conselho de administração da ANPG, Paulino Jerónimo, afirmou, citado pela agência Lusa, que a concessionária continuará a incentivar a identificação de novas oportunidades, em linha com o programa estratégico de exploração definido para o bloco.

Segundo o responsável, a descoberta do poço 105-4X reafirma o potencial da Bacia do Baixo Congo e a consistência da estratégia de exploração em curso.

“Este resultado cria condições favoráveis para uma monetização célere, com impactos positivos na produção nacional, nas receitas da Chevron e parceiros do Bloco, assim como para o Estado angolano”, afirmou Paulino Jerónimo.

Por sua vez, o vice-presidente de Exploração da Chevron, Kevin McLachlan, considerou a descoberta um marco importante nos mais de 70 anos de presença da petrolífera norte-americana em Angola.

“Ao combinar exploração de elevado impacto com oportunidades de desenvolvimento apoiadas por infra-estruturas existentes e localizadas nas proximidades, estamos a expandir a nossa base de recursos, a criar valor e a demonstrar que a nossa estratégia está a gerar resultados”, afirmou.

McLachlan acrescentou que a descoberta reforça a confiança da Chevron no potencial dos recursos petrolíferos de Angola.

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