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Angola na Feira Internacional sobre segurança de África contra ameaças de terrorismo

Angola participa, a partir desta segunda-feira, em Lagos, na Nigéria, da Feira Internacional de Defesa e Segurança de África (AFRIDEX), projectada para estabelecer uma base estratégica de cooperação da indústria militar do continente, noticiou o JA Online.

A delegação angolana é liderada pelo embaixador José Bamóquina Zau e integra o Adido da Chancelaria da Defesa, Coronel Ventura Bacia Miguel, o seu adjunto Tenente Coronel, Newton Xirimbimbi, a conselheira Natacha Laureano e a 2ª secretária, Sebastiana Terra.
O evento, classificado como a maior feira internacional de defesa e segurança da África, reúne líderes militares, ministros, decisores políticos, fornecedores de tecnologias e fabricantes do sector de defesa no segmento da segurança aérea, terrestre, marítima, espacial e cibernética.
Além das exposições tecnológicas, a AFRIDEX está a ser dominada pela combinação de discussões de alto nível sobre a posição da África num ambiente global de segurança cada vez mais complexo, a cooperação, inovação e preparação para os desafios futuros de desenvolvimento de capacidades de defesa.
Os participantes estão focados nas questões sobre como a África pode moldar o novo ordenamento da segurança, ao mesmo tempo em que fortalece a cooperação, a interoperabilidade e as capacidades necessárias para proteger os interesses do continente.
O encontro foi aberto pelo presidente da Assembleia Nacional e do senado Godswill Akpabio, em representação do Presidente da República Bola Ahmed Tinubu, e contou com discursos do ministro da Defesa, General Christopher Gwabin Musa e do presidente da Comissão da Comunidade Económica de Desenvolvimento dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Birame Diop.
Todos convergiram na necessidade dos estados africanos e as instituições regionais trabalhem com a consciência de compartilha, troca de informações de inteligência, coordenação clara dos objectivos comuns, possuir forças-tarefa multinacionais capazes de transformar a cooperação política em acções eficazes de combate às ameaças de terrorismo e da insurgência.
Reforma da resposta de segurança
A protecção permanente do Golfo da Guiné, como Zona Geopolítica e Geoestratégica de Paz, onde se concentram 70% da produção africana de petróleo com reservas calculadas em 50,8 Bilhões de Barris e uma produção estimada em mais de 5,4 milhões de Barris/Dia, deve merecer, na visão dos lideres políticos e militares participantes da AFRIDEX, uma resposta dimensionada à sua importância pelas Forças-Tarefa Marítimas Multinacionais.
Para além da segurança marítima colectiva na bacia meridional atlântica, a AFRIDEX está a avaliar as capacidades operacionais necessárias para garantir a estabilidade nacional, melhorar a cooperação transfronteiriça e acelerar a aquisição e implementação de equipamentos, treinamento e sistemas necessários para proteger as rotas comerciais vitais, interromper as ameaças emergentes e melhorar a segurança em toda a África.
De acordo com o general, Birame Diop, Presidente da Comissão da CEDEAO, uma maior partilha de informações, coordenação regional e cooperação operacional podem anular as ameaças nas fronteiras e as pressões na segurança interna que estão a impor novas exigências de construção de um poder militar africano credível e com maior autonomia estratégica.
O caminho apontado é o poder estratégico, vantagem tecnológica, capacidade de moldar a ordem de segurança, fortalecer a preparação das forças, integrar drones e inteligência artificial, utilizar tecnologias emergentes para obter vantagens operacionais contra as ameaças em constante evolução.

 

 

 

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