
Tshisekedi aponta água como pilar da segurança colectiva em África
O Presidente da República Democrática do Congo (RDC), Félix Antoine Tshisekedi, considerou, esta quinta-feira, em Luanda, que a segurança hídrica deve integrar a segurança colectiva em África, com base em decisões políticas firmes e numa gestão sustentável dos recursos hídricos.
Ao intervir no primeiro painel da 4ª Bienal de Luanda, subordinado ao tema “Governação inclusiva: unir as gerações para garantir a disponibilidade sustentável de água e sistemas de saneamento seguros para alcançar os objectivos da Agenda 2063”, o estadista congolês associou a paz à melhoria das condições de vida das populações africanas.
“A paz dá a possibilidade de beber água saudável, cultivar a terra, cuidar dos seus filhos e viver dignamente na sua cidade”, afirmou.
Félix Tshisekedi, citado pela Angop, apontou a governação equitativa da água como um factor de prevenção de conflitos e de consolidação de uma paz duradoura no continente, tendo em conta a importância deste recurso para as comunidades e o desenvolvimento dos países.
O Presidente congolês referiu que África dispõe de grandes rios, lagos e reservas subterrâneas consideráveis, mas alertou que a abundância de recursos hídricos não garante, por si só, o acesso seguro à água pelas populações.
Para inverter este quadro, considerou necessário reforçar as instituições, construir infra-estruturas, mobilizar investimentos duradouros e adoptar decisões políticas capazes de inspirar confiança.
Acrescentou que as inundações e a degradação dos ecossistemas agravam os desafios da gestão da água, numa altura em que cresce a procura deste recurso pelas cidades, pela agricultura e pelas economias africanas.
Neste contexto, Félix Tshisekedi apontou a prevenção de conflitos, a mediação e a consolidação da paz como dimensões fundamentais de uma abordagem abrangente à governação da água e ao reforço da cooperação entre os países africanos.