
Angola entre as 20 economias africanas com maior PIB por habitante
Angola ocupa o 17.º lugar no ranking das economias africanas com maior Produto Interno Bruto (PIB) nominal per capita, com um valor estimado de 3.876 dólares para 2026, segundo as projecções do Fundo Monetário Internacional (FMI), actualizadas em Outubro. O país posiciona-se à frente do Zimbabwe, do Gana e da Costa do Marfim, mas continua distante das economias que lideram a classificação continental.
A lista é liderada pelas Seychelles, com um PIB nominal per capita de 19.157 dólares, seguidas das Maurícias, com 13.671 dólares, e do Gabão, com 11.034 dólares. O Botswana, na quarta posição, regista 8.563 dólares, enquanto a Guiné Equatorial ocupa o quinto lugar, com 8.484 dólares.
Entre as restantes economias em destaque encontram-se Cabo Verde, na oitava posição, com 6.556 dólares, a Namíbia, em nono lugar, com 5.742 dólares, e Marrocos, que ocupa a décima posição, com 5.141 dólares. A África do Sul, a Líbia e a Argélia também figuram entre os países com indicadores mais elevados.
A posição de Angola reflecte o peso de uma economia fortemente dependente do petróleo, mas evidencia igualmente a distância que separa o país das nações africanas com maior PIB por habitante. Este indicador resulta da divisão do valor total dos bens e serviços produzidos pela população, não representando, necessariamente, o rendimento efectivamente recebido pelos cidadãos nem a distribuição da riqueza.
O principal desafio para a economia angolana passa, assim, por converter os recursos naturais em benefícios mais abrangentes para a população. A diversificação da actividade económica, o aumento da produtividade e a criação de emprego são factores essenciais para reduzir a dependência petrolífera e assegurar que o crescimento económico se traduza numa melhoria efectiva das condições de vida.
No extremo inferior da classificação, o Burundi surge na última posição, com um PIB nominal per capita estimado em 510 dólares. O Sudão, com 597 dólares, e o Sudão do Sul, com 642 dólares, ocupam igualmente os últimos lugares, de acordo com os dados divulgados pelo Worldometer, com base nas projecções do FMI para Outubro de 2026.