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Vera Daves reforça apelo ao investimento e destaca reformas em Angola

A Ministra das Finanças de Angola, Vera Daves de Sousa, reafirmou ontem, quarta-feira, dia 9, em Londres, Reino Unido, o compromisso do Governo angolano com a consolidação fiscal, a sustentabilidade da dívida pública e a abertura continuada da economia ao capital privado internacional.

Falando no Fórum de Negócios e Investimentos Angola-Reino Unido (UK-Angola Trade & Investement Forum), perante uma plateia composta por investidores, analistas e representantes do sector financeiro britânico, a governante sublinhou as oportunidades emergentes no país no âmbito do processo de diversificação económica em curso.

Durante a sua intervenção, a titular da pasta das Finanças destacou o rigor orçamental adoptado pelo Executivo, salientando que o cumprimento escrupuloso dos compromissos internacionais e a disciplina das contas públicas permanecem como pilares fundamentais para assegurar a estabilidade macroeconómica. Vera Daves apontou que a estratégia de gestão da dívida visa não apenas garantir a sustentabilidade a longo prazo, mas também construir um ambiente de previsibilidade para os agentes económicos.

O Programa de Privatizações (PROPRIV) esteve em plano de destaque no discurso da ministra, que apelou a uma maior participação do capital estrangeiro na alienação de activos estatais em sectores estratégicos, designadamente no ramo bancário, nas telecomunicações, na energia e na mineração. A responsável frisou a necessidade premente de reduzir a dependência face ao sector petrolífero, encorajando os investidores a canalizarem recursos para a agricultura de larga escala, a exploração de minerais críticos e o desenvolvimento de infra-estruturas logísticas.

Ao abordar o ambiente de negócios, a governante destacou as medidas de combate à corrupção, a simplificação administrativa e a flexibilização do mercado cambial conduzida pelo Banco Nacional de Angola, elementos tidos como cruciais para o reforço da transparência e da confiança dos mercados internacionais.

A finalizar a sua apresentação, a ministra angolana salientou a relevância dos mecanismos de financiamento sustentável, apontando a transição ecológica e os projectos de energia limpa — como a energia solar e hídrica — como áreas com forte potencial para a criação de parcerias público-privadas e emissão de green bonds. A intervenção encerrou com uma nota de confiança no futuro económico do país e no papel determinante do investimento directo estrangeiro para a concretização dos objectivos de desenvolvimento de Angola.

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