Estamos juntos

Terrorismo e alterações climáticas dominaram a AG da UIP em Luanda

Angola foi o primeiro país em África de expressão portuguesa a acolher uma Assembleia-Geral da União Inter-Parlamentar (UIP), organização que conta com mais de 46 mil deputados de 179 parlamentos nacionais, cuja missão é promover a paz e a democracia.

O evento decorreu em Luanda, entre os dias 23 e 27 de Outubro, e nele os parlamentares de todo o mundo discutiram diversas questões que preocupam o mundo, com especial destaque o terrorismo e as alterações climáticas.

No discurso de abertura, o Chefe de Estado angolano, João Lourenço, acentuou ser urgente que se “calem as armas” e “se dê lugar à diplomacia”, para que se salvem as vidas dos civis, crianças, mulheres e velhos, e “se evite uma catástrofe humanitária nesses conflitos”, realçando os conflitos no Sudão, Ucrânia e Palestina. No caso deste último, João Lourenço defendeu que “há toda a necessidade de se rebuscarem as causas profundas de um conflito que dura há mais de 75 anos e que deixou milhões de palestinos sem terra, sem pátria e sem a possibilidade de regresso à terra que sempre lhes pertenceu.”

O Presidente angolano referiu também que a reunião acontece numa altura em que os povos do mundo em geral clamam por mais paz, justiça e por instituições cada vez mais inclusivas, e mais actuantes na construção dos propósitos globais da comunidade internacional.

A presidente da Assembleia Nacional de Angola, Carolina Cerqueira, reafirmou o empenho dos parlamentares na construção de pontes de diálogo e fraternidade, valores humanos universais a cultivar e a preservar num contexto de grandes desafios a nível mundial: “Estamos hoje a trilhar com firmeza os caminhos da paz. Os desafios da reconciliação e reconstrução nacional e pretendemos ad eternum a paz dificilmente alcançada em 2022 como principal facto de desenvolvimento económico e de estabilidade e coesão social, factores essenciais para a consolidação da nossa democracia, da unidade entre todos angolanos, estabilidade e desenvolvimentos duráveis e uma solidariedade efectiva e permanecente através de acções a favor da paz e de estabilidade em África em particular no sub-região dos grandes lagos, contributo inestimável que valeu ao presidente angolano a outorga do título de campeão da paz, pela União Africana.”

Já o presidente em exercício da UIP, o deputado português Duarte Pacheco, disse que é natural que aqui em Angola seja o local certo para falar de paz, referindo que os angolanos sabem o quanto a paz é fundamental para assegurar desenvolvimento económico e social. “Os angolanos sabem o quanto a paz é fundamental para assegurar o desenvolvimento económico e social que todos nós ambicionamos para os nossos países. Os angolanos não leram nos livros, não viram na televisão, sentiram na sua pele o que é viver em guerra. Foram anos e anos de conflito, milhares de vítimas de todas as gerações, foram anos e anos que, devido à guerra, o investimento não acontecia ao ritmo desejado e o progresso na educação ou na saúde era demasiado lento, mas com paz tudo é possível.”

Durante o encontro, abordou-se particularmente a paz na Ucrânia, os direitos internacionais da criança e as questões climáticas que têm estado a afectar cada vez mais a vida das populações.

Um dos momentos altos foi a eleição do novo presidente da UIP. A escolha dos deputados recaiu na tanzaniana Tulia Ackson, que foi eleita com 172 votos, tornando-se na primeira mulher africana na presidência da UIP sucedendo o deputado português e presidente cessante, Duarte Pacheco.

Recorde-se que a UIP é uma organização fundada em 1889, uma das mais antigas do mundo, e conta, actualmente, e conta, actualmente, com mais de 46 mil deputados de 179 parlamentos nacionais, promovendo a paz e a democracia.

Notícias relacionadas
Comentários
Loading...