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Há uma geração em Angola que pode transformar a AI em motor desenvolvimento, defende responsável da FNIA

Angola possui uma geração que pode transformar a Inteligência Artificial (IA) em motor de desenvolvimento nacional, alavancando o sector da saúde, educação, energia e os demais serviços públicos, considerou ontem, segunda-feira, dia 13, o cofundador e curador do Fórum Nacional de Inteligência Artificial – FNIA 2026.

Segundo Estevão Zinga, a literacia digital acaba por ser a base para sustentar a Inteligência Artificial. “Ainda temos algumas zonas cinzentas, províncias que não têm conexão à Internet. Notamos que há muito poucos profissionais que dominam essa tecnologia, lamentou.

Falando da fraca literacia digital, o responsável apontou as fraudes como um dos principais perigos, destacando os ataques e criação de outras situações maléficas. “Defendemos que todos devem ter acesso à tecnologia. Se existir uma discrepância entre alguém que conhece a tecnologia e alguém que não conhece, teremos uma desigualdade bastante acentuada. É importante ter mais conexão a nível de Internet”, defendeu.

Ao abordar a Lei Sobre Inteligência Artificial, Estevão Zinga sublinhou que Angola está no caminho certo, já que está a usar uma abordagem levada a cabo por outros países. “A tecnologia ainda não está no seu pico máximo, há muita coisa que precisa ser explorada. Precisa-se ter acautelada a questão do cuidado da informação. A Lei está em conformidade, mas precisamos ter solidificada uma estratégia nacional.”

Sob o lema “AI, Data & Digital Transformation – Da Análise à Decisão. Dos Dados ao Impacto”, o FNIA26 reúne líderes governamentais, decisores, especialistas nacionais e internacionais, académicos, empresários e representantes do sector tecnológico para debater os principais desafios, oportunidades e tendências da IA em Angola e no mundo.

Ao longo dos dois dias de trabalhos está previsto serem abordados temas estratégicos relacionados com a inovação, transformação digital, governação de dados, cibersegurança, desenvolvimento de talento, políticas públicas e o impacto da Inteligência Artificial nos diversos sectores da economia.

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