
Presidente de Moçambique apela a uma CPLP mais solidária
O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, defendeu que a CPLP deve promover, além da cooperação económica, uma verdadeira “comunidade de solidariedade”, porque “cada país precisa do outro”, reforçando assim a coesão e promovendo o desenvolvimento conjunto.
“A nossa comunidade existe, é um mercado extraordinário e achamos que precisamos de consolidar mais a cooperação económica e comercial entre os nossos povos, ao nível da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa [CPLP]”, afirmou Daniel Chapo, numa declaração à agência Lusa sobre os 30 anos da organização.
Para o chefe de Estado moçambicano, o desafio passa agora por aprofundar esse conceito. “A cooperação ao nível da CPLP é extremamente importante quando nós formarmos a comunidade numa verdadeira comunidade”, sustentou.
“O que eu quero dizer com o conceito de comunidade é cada um de nós perceber que cada país precisa do outro. E, precisando do outro, nos transformarmos numa comunidade que, para além de ser coesa, unida, que trabalha para poder acrescentar valor […] no lado comercial, no lado económico”, acrescentou o Presidente moçambicano.
Daniel Chapo sublinhou que a dimensão económica não deve ser o único objectivo da organização. “Cooperação sim, mas a solidariedade é extremamente importante. Perceber que todos nós, cada um precisa do outro […] É importante reforçarmos a questão relacionada com a solidariedade, percebermos que, como irmãos da mesma comunidade, temos de ser solidários”, afirmou.
Segundo o Presidente, “a solidariedade vai fortificar o conceito de comunidade” dentro da CPLP, reforçando a coesão entre os Estados-membros e criando condições para benefícios concretos em todo o espaço lusófono. “A fortificação do conceito de comunidade vai trazer, sem margem de dúvidas, um desenvolvimento económico e social que toda a comunidade precisa para todos nós que vivemos na CPLP”, concluiu.
Recorde-se que a CPLP foi criada em Lisboa, em 17 de Julho de 1996, por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Timor-Leste aderiu à organização em 2002, após a restauração da independência, em 20 de Maio do mesmo ano, enquanto a Guiné Equatorial passou a integrar a CPLP em 2014, na cimeira de Díli.