Estamos juntos

Mercados de Angola e Moçambique não são estratégicos para o português BPI, refere CEO

O Banco português BPI manifestou a intenção de vender as suas participações em Angola e Moçambique, conforme avançou esta semana o CEO da instituição, João Pedro Oliveira e Costa, justificando que “não são estratégicas”.

“Quando afirmo publicamente que são participações não estratégicas quer dizer que estou disponível para vender”, afirmou Oliveira e Costa.

Em Angola, o BFA, detido em parte pelo BPI, gerou lucros de 43 milhões de euros, em 2025, mas a estratégia do BPI passa por continuar a reduzir gradualmente a sua exposição aos mercados africanos.

Em Moçambique, o BPI detém uma participação no BCI, que recentemente deu um contributo negativo de 20 milhões de euros para os resultados consolidados do grupo.

Todavia, o banco garantiu que qualquer decisão sobre a venda das suas posições não será abrupta e respeitará os acionistas locais, no caso de Angola a UNITEL e a Congolian Financial, e no caso de Moçambique a Caixa Geral de Depósitos.

O tema voltou à baila devido ao facto de esta semana o BCI (Moçambique) ter comunicado que entrou numa nova fase, e que a Comissão Executiva, proveniente do Conselho de Administração, será presidida por José Furtado – um regresso a Moçambique depois de ter desempenhado funções de administrador de 2013 a 2020 –, frisando ainda que contará com o português Pedro Ventaneira (que esteve no Haitong Bank e no Banco Montepio) para ocupar o cargo de administrador financeiro.

Recorde-se que a estrutura accionista do BCI – Banco Comercial e de Investimentos (Moçambique) – é maioritariamente controlada pelo grupo português Caixa Geral de Depósitos (CGD), que detém mais de 60% do capital através da Caixa Participações e de forma directa, contando ainda com o banco português BPI com uma participação de 35,67%.

Notícias relacionadas
Comentários
Loading...