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Surto de ébola já fez 28 mortos na RDC

De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Pública da República Democrática do Congo (RDC), desde que o surto foi confirmado, a 4 de Setembro, o número de casos subiu para 81, com uma taxa de letalidade de 34,6%, enquanto o número de contatos identificados chegou aos 716.

Na passada quinta-feira, a agência de saúde da União Africana alertou que o surto de ébola na RDC representa um “enorme desafio” para África, ocorrendo num contexto de múltiplas epidemias e num cenário de “recursos limitados” para as enfrentar.

O director do Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (agência da União Africana), o epidemiologista Ngashi Ngongo, disse ontem, domingo dia 14, em conferência de imprensa que o surto representa um elevado risco de propagação no país, dado que a epidemia começou nas zonas de Bulape e Mweka, em Kasai, e já foram detectados dois novos locais com casos suspeitos.

Na sexta-feira, 400 doses de vacina contra o ébola foram enviadas para o epicentro do vírus, no sul do país, tendo começado ontem a ser ministradas a profissionais de saúde na linha da frente de resposta ao surto.

A vacinação deverá prosseguir com o envio de mais 45 mil unidades, aprovado pelo Grupo Internacional de Coordenação sobre o Fornecimento de Vacinas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), citada pela agência Associated Press (AP).

Refira-se que este é o 16.º surto de ébola na história da RDC, desde que o vírus foi detectado pela primeira vez em 1976, e o primeiro na província de Kasai desde 2008.

A estratégia das autoridades congolesas, com o apoio da União Africana e da Organização Mundial de Saúde, inclui a vigilância imediata de todos os contactos directos ou indirectos de pessoas falecidas e doentes, bem como a administração da vacina.

Neste surto, uma preocupação importante tem sido tem sido o impacto dos recentes cortes de financiamento nos Estados Unidos.

Entre 2014 e 2016, a pior epidemia alguma vez registada no mundo fez cerca de 11.300 mortes na África Ocidental – principalmente na Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa – embora a OMS sustente que os números reais possam ser superiores.

O ébola é uma febre hemorrágica grave transmitida pelo contacto directo com sangue ou fluidos corporais de pessoas e animais infectados, com uma taxa de mortalidade que, segundo a OMS, varia entre 60% e 80%.

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