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Subida do preço do petróleo beneficiam receitas em Angola mas agravam custos energéticos, refere Oxford Economics

A consultora Oxford Economics considerou, ontem, domingo, dia 15, que os preços altos do petróleo em Angola são positivos para as contas públicas, mas também aumentam a factura energética devido à fraca capacidade de refinação, que obriga a importar petróleo.

“O impacto dos preços elevados do petróleo bruto Brent na economia angolana é ambíguo”, dizem os analistas do departamento africano desta consultora britânica, que reviu a previsão global para o preço do petróleo no segundo trimestre, de 64 dólares por barril, para 79 dólares.

A economia angolana “certamente tem a ganhar com os preços elevados, já que maiores fluxos de receitas de exportação de petróleo melhoram significativamente os saldos orçamental e externo do país, mas devido à insuficiente capacidade de refinação, Angola tem, também, de importar petróleo refinado para uso doméstico e depende de elevados subsídios aos combustíveis para manter os preços internos acessíveis para a população”, explicam os analistas.

“Se os preços do petróleo bruto de Brent permanecerem elevados por um período prolongado, o Governo poderá ter dificuldades em manter esses subsídios num contexto de preços mais altos de importação de petróleo refinado”, o que cria uma “vulnerabilidade orçamental que não é ideal para um país que se debate com um elevado custo do serviço da dívida.”

Esta semana, a Agência Internacional da Energia (AIE) previu que Angola produza 1,10 milhão de barris por dia este ano, mais 30 mil barris diários que a previsão da Oxford Economics, que aponta para uma subida de 6,5% na produção deste ano, para 1,13 milhão de barris diários, face à produção média de 2025.

“Os projectos petrolíferos lançados este ano darão um impulso notável à produção de petróleo em 2026”, argumentam os analistas, salvaguardando que se a produção não estiver em linha com a previsão até meio do segundo trimestre, a estimativa será revista em baixa, aproximando-se do cenário da AIE.

De acordo com os dados desta agência, a produção petrolífera nacional melhorou para 1,09 milhão de barris por dia em Fevereiro, face aos 1,07 milhão de Janeiro, uma subida que surge na sequência da revisão da produção de Dezembro de 2025, que foi reduzida de 1,07 para 1,06 milhão de barris diários.

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