
Ministério da Saúde reforça apelo ao diagnóstico precoce do cancro da mama
O Ministério da Saúde reforçou, esta terça-feira, o apelo urgente ao diagnóstico precoce do cancro da mama durante o “Café Oncológico”.
Para a ministra da Saúde, o Café Oncológico é um “espaço de partilha, reflexão e esperança, onde reforçamos que o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno salvam vidas”, pautado por um ambiente de empatia e humanização.
O encontro, presidido por Sílvia Lutucuta, reuniu pacientes, familiares, profissionais de saúde e representantes de associações, informa um comunicado de imprensa citado pelo JA Online.
Durante a actividade, mulheres partilharam histórias marcadas por coragem, superação e resiliência, sublinhando a importância do apoio social no combate à doença.
O cancro da mama continua a ser o mais frequente entre as mulheres em Angola e no mundo, sendo considerado um problema de saúde pública.
Dados indicam que, só em 2022, o país registou cerca de 2.898 novos casos e mais de 1.300 mortes.
Nos últimos anos, a tendência mantém-se preocupante e foram diagnosticados 531 novos casos, em 2024 e 554 em 2025.
Um dos pontos altos do evento foi o destaque à campanha de rastreio, realizada entre 13 e 31 de Outubro de 2025, considerada a maior já realizada por uma unidade sanitária em Angola.
Na ocasião, mais de 3.000 mulheres foram rastreadas em apenas 18 dias com 1.711 exames efectuados, incluindo mamografias, ecografias e biópsias.
Destas dezenas de casos foram diagnosticados precocemente, permitindo o início imediato do tratamento e aumentando significativamente as chances de cura.
Segundo a ministra da Saúde, este resultado demonstra que “com compromisso, visão e dedicação, é possível transformar desafios em vidas salvas”.
A actividade, integrada no programa “Cuidar com Alma”, realçou, ainda, a necessidade da humanização no atendimento oncológico, com foco no apoio emocional, promoção da auto-estima e acompanhamento contínuo das pacientes e contou com momentos de partilha, aconselhamento e iniciativas voltadas ao bem-estar das mulheres, reforçando que o tratamento vai além da dimensão clínica.