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Risco de disseminação global do ébola é baixo, diz OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS), anunciou nesta quarta-feira, dia 20, que a variante rara do vírus ébola, conhecida como Bundibugyo, pode ter provocado 139 mortes e mais de 600 casos suspeitos.

Ainda não há tratamentos ou vacinas aprovadas, mas os hospitais estão superlotados. Em relação aos casos, 51 foram confirmados nas províncias de Ituri e Kivu do Norte, na República Democrática do Congo (RDC), e dois no vizinho Uganda.

O director-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, disse que o surto foi declarado uma emergência de saúde pública de interesse internacional. Adiantou ainda que apesar do risco de disseminação ser alto nos dois países, em termos globais permanece baixo.

O verdadeiro perigo do vírus Bundibugyo foi o facto de que, por várias semanas, o patógeno se ter espalhado de forma silenciosa por comunidades congolesas.

Quando as autoridades de saúde começaram a investigar a primeira morte suspeita, a 24 de Abril, na cidade oriental de Bunia, os testes incidiram numa estirpe mais comum do ébola para o qual o resultado deu negativo.

Com a falha inicial de detecção ao vírus, o corpo da primeira vítima foi transferido para Mongbwalu. A área de mineração densamente povoada tem sido o rastilho para o actual epicentro da epidemia.

Números continuem a aumentar

Tedros Ghebreyesus disse que já se sabe que a escala da epidemia é muito maior e a expectativa é que esses números continuem a aumentar.

Em relação à inquietação da agência, o responsável da OMS listou vários factores que justificam a séria preocupação como o potencial de uma maior propagação e de mais mortes. Em primeiro lugar, além dos casos confirmados de ébola, há quase 600 pacientes e 139 mortes suspeitos. Espera-se que estes números continuem a aumentar, dado o tempo em que o vírus circulou antes de o surto ser detectado. Em segundo lugar, a epidemia expandiu-se, com casos notificados em várias áreas urbanas. Terceiro, foram relatadas mortes entre profissionais de saúde, indicando transmissão associada aos serviços de cuidados.

O quarto factor de inquietação é a movimentação populacional significativa na região. Para Tedros, é ainda provável que o surto da estirpe Bundibugyo tenha-se iniciado há alguns meses. Revelou ainda que ocorreu uma morte suspeita a 20 de Abril, mas que as investigações continuavam em andamento.

No terreno, a OMS mantém uma equipa, apoiando as autoridades nacionais na resposta. A agência despachou mais pessoal, suprimentos, equipamentos e recursos financeiros.

Um montante de US$ 3,9 milhões em financiamento de emergência foi aprovado para apoiar a resposta.

Em Genebra, a presidente do Comité de Emergência da OMS, Lucille Blumberg, enfatizou que a transmissão do ébola ocorre por meio do contacto directo com o sangue e fluidos corporais de uma pessoa infectada.

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