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Estados Unidos pretendem mobilizar mais de 1,4 mil milhões de USD para responder ao surto de ébola

Os Estados Unidos da América (EUA) pretendem mobilizar mais de 1,4 mil milhões de dólares para responder ao agravamento do surto de ébola, através de um pedido de financiamento adicional que a Casa Branca deverá submeter ao Congresso. A verba integra uma proposta suplementar mais ampla destinada a reforçar a resposta sanitária e humanitária à doença.

De acordo com um responsável da administração de Donald Trump, cerca de 800 milhões de dólares serão destinados à resposta à crise humanitária. Este montante deverá financiar, entre outras acções, a criação de um centro de quarentena no Quénia para cidadãos norte-americanos expostos ao vírus, bem como a aquisição de material médico, acesso a tratamentos e reforço das operações de rastreio de contactos.

Os recursos deverão igualmente apoiar a criação de uma rede logística regional e o reforço das medidas de controlo de infecções. Para Washington, estas acções são consideradas essenciais para conter a expansão da doença nas zonas mais afectadas.

Além disso, as autoridades norte-americanas procuram garantir 500 milhões de dólares para o reforço da segurança sanitária global. O objectivo é reduzir o risco de propagação do vírus para os EUA, através do fortalecimento da vigilância epidemiológica e da capacidade de resposta dos laboratórios.

De acordo com a mesma fonte, este financiamento poderá também apoiar a coordenação transfronteiriça e a consolidação de parcerias com organizações multilaterais e o sector privado. Washington defende que esta cooperação internacional é determinante para travar a disseminação global da doença.

O pacote inclui ainda 90 milhões de dólares destinados a esforços diplomáticos e operacionais, incluindo evacuações médicas e o transporte de cidadãos norte-americanos infectados para unidades especializadas de tratamento.

O anúncio da mobilização do valor surge num momento em que um médico que regressou recentemente a França, após uma missão humanitária na República Democrática do Congo, testou positivo para o vírus. Trata-se do primeiro caso confirmado naquele país associado ao actual surto.

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