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Sistema eléctrico promove competitividade económica

O processo de electrificação constitui um dos pilares fundamentais para o crescimento económico das micro, pequenas e grandes indústrias, com impacto directo no custo dos produtos e na competitividade da economia nacional, declarou ontem, em Luanda, o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges.

A posição foi expressa pelo governante ao intervir no 2º Fórum Nacional de Juventude com o tema “Processo de electrificação nacional e o seu impacto nas micro e macro indústrias” em que considerou de relevante o projecto de interligação a província de Cabinda, norte de Angola, à rede eléctrica nacional.
O responsável disse, por outro lado, que Angola regista actualmente uma taxa de electrificação na ordem dos 44 por cento, sendo nas zonas rurais observada o acesso inferior a dez por cento. Esta disparidade, segundo esclareceu, constitui um entrave ao desenvolvimento inclusivo e limita o aproveitamento do potencial económico fora dos grandes centros urbanos.
Segundo o jornal de Angola, entre os principais desafios, João Baptista Borges considerou a reposição de infra-estruturas eléctrica degradadas fruto do conflitos armados, a dependência de fontes fósseis com custos elevados, as perdas comerciais devido a ligações ilegais e as falhas na gestão da rede, bem como as limitações na capacidade de transmissão para as províncias da Huíla, Namibe, Cunene e regiões do Leste do país.
Apesar dos obstáculos, referiu, existe progresso no sector, designadamente a entrada em funcionamento da barragem de Laúca, a interligação progressiva dos sistemas regionais e os investimentos em energias renováveis, com realce aos projectos em curso nas zonas do Cunje e Matala, nas províncias do Bié e da Huíla respectivamente.
Enfatizou, igualmente, a electrificação como um factor determinante para o desenvolvimento social e económico, ao facilitar o funcio- namento de escolas, unidades de saúde e produtivas, com grande contributo da juventude neste processo, enquanto motor da inovação, do empreendedorismo e da mudança.
”Queremos que um jovem de Luanda, do Bié, do Uíge ou do Namibe, possam transformar ideias em negócios, com energia estável e a baixo custo, porque a energia não serve apenas para acender lâmpadas, mas também para acender os sonhos”, disse.
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