Estamos juntos

Sal de Benguela conquista mercados na Europa e África

A dinamização do Corredor do Lobito está a contribuir para o aumento do interesse de países africanos e europeus em adquirir sal orgânico, feito em argila e sem substâncias químicas, produzido na província de Benguela.

O reconhecimento foi manifestado pelo presidente do Grupo Adérito Areias, que anunciou, para os primeiros dias de Janeiro de 2026, o envio do primeiro contentor para a Grã-Bretanha e Portugal.
Em declarações à imprensa, à margem da cerimónia oficial que marcou o envio do primeiro contentor de sal orgânico para São Tomé e Príncipe, Adérito Areias revelou que o primeiro contentor de “Flor de Sal” com destino a Leixões, Portugal, seguirá já nos primeiros dias de Janeiro do próximo ano.
“Para Portugal, pensamos fazer a exportação do primeiro contentor de” Flor de sal” nos primeiros dias de Janeiro. Numa primeira fase, serão exportadas 28 toneladas”, anunciou.
Actualmente, informou, as Salinas Calombo têm uma média de produção de mil toneladas por dia e, neste momento, o grupo dispõe de cerca de 110 mil toneladas de sal em stock.
Segundo Adérito Areias, está-se a trabalhar para conquistar o mercado mundial de sal. “Estamos na luta, porque temos que invadir os mercados e andar por todos os lados. O nosso sal foi aprovado”.
O também presidente da Aliança Empresarial de Benguela explicou que, actualmente, no mundo não há muito sal orgânico e que Angola deve manter este tipo de produção, porque, cada vez mais, o mercado global procura produtos orgânicos, livres de corantes, conservantes ou substâncias nocivas. O sal das Salinas Calombolo atende aos parâmetros exigidos por não conter tais elementos.
“Estamos a cumprir com aquilo que nos propusemos, que é levar a nossa Benguela e o nosso Corredor do Lobito além-fronteiras, e mostrar cada vez mais que este Corredor pode ser um grande pólo de desenvolvimento do país e a principal porta de saída e entrada de África”.
Indicou que o acto testemunhado, na presença do governador provincial de Benguela, Manuel Nunes Júnior, assinala o envio do primeiro contentor. “Brevemente, já sem esta pompa e circunstância, vamos enviar mais dois contentores para a Grã-Bretanha, o que considero uma grande vitória. Estamos também a preparar o envio de sal para Portugal. Acho que estamos a conseguir cumprir o nosso objectivo, o que é bom”.
Ao falar da exportação de sal produzido pelas Salinas Calombolo, Adérito Areias afirmou que São Tomé é a porta de entrada para África Central. “Este sal vai para São Tomé e, de lá, segue para o Gabão, tornando-se a grande porta da África Central”, esclareceu.
 Garantiu que já existe uma proposta para o fornecimento de algumas centenas de toneladas. “Começamos com este envio, que já foi aprovado, analisado e considerado de qualidade. Agora vamos continuar a nossa exportação de sal orgânico, um sal que o mundo hoje procura é o sal feito em argila pura, não contaminado, analisado em laboratórios  sérios. Isto dá-nos um orgulho muito grande, por vermos o nosso produto de Angola ir tão longe.
Notícias relacionadas
Comentários
Loading...