
Porto do Namibe quer rentabilizar os activos
A Empresa Portuária do Namibe prevê, para o presente ano de 2026, a implementação de um conjunto de estratégias destinadas à rentabilização das duas novas infra-estruturas portuárias.
Entre os activos mais expressivos, constam o Terminal de Contentores e o Terminal Mineraleiro , inaugurados no âmbito do Projecto Integrado de Desenvolvimento da Baía de Moçâmedes, com vista ao reforço da competitividade, aumento do tráfego e maior impacto na economia local e regional.
A informação foi avançada pelo presidente do Conselho de Administração (PCA), Manuel Nazareth Neto, durante a cerimónia de cumprimentos de novo ano, que reuniu trabalhadores, colaboradores e parceiros da instituição.
No encontro, os participantes foram exortados a renovar compromissos, reafirmar valores e alinhar esforços em torno dos objectivos estratégicos da empresa, projectando um futuro profissional mais promissor.
Na sua intervenção, o PCA explicou que as acções programadas para 2026 incidem, entre outros aspectos, na certificação dos serviços portuários, na sinalização e balizagem da baía, bem como no início de estudos estruturados para a implementação de projectos sociais.
Estão, igualmente, previstas iniciativas voltadas para a dinamização e o alargamento da intervenção corporativa, no âmbito da diplomacia portuária, por intermédio do projecto “Corredor do Namibe”, já em curso, que envolve o Porto do Namibe e os Caminhos de Ferro de Moçâmedes como principais protagonistas.
Segundo Manuel Nazareth Neto, a empresa entra em 2026 com uma agenda orientada para a consolidação e afirmação estratégica, sustentada em pilares fundamentais que vão nortear a sua actuação ao longo do ano. “O foco está no aumento da competitividade, do tráfego portuário e do impacto positivo na economia local, reforçando o posicionamento do Porto do Namibe como um activo logístico de referência ao nível nacional e regional”, sublinhou.
O responsável adiantou, ainda, que, ao longo do ano, terão início estudos para a implementação de projectos sociais nas áreas da habitação, saúde e segurança laboral, além do reforço das acções de formação e capacitação profissional dos trabalhadores que asseguram o funcionamento da infra-estrutura portuária.
No balanço das actividades, o PCA destacou que, em 2025, o Porto do Namibe movimentou um total de um milhão cento e oitenta e três mil quatrocentas e noventa e três (1.183.493) toneladas de carga diversa, representando uma variação positiva de 0,40 por cento. O desempenho, segundo explicou, reflecte avanços estruturantes que confirmam o crescimento da instituição, consolidando a sua maturidade operacional e ampliando a sua vocação regional.