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Luanda prevê duplicar produção agrícola

Os camponeses de Luanda projectam, este ano, passar de 500 para 170 mil quilogramas, a colheita de produtos do campo, adiantou, quarta-feira, o director do Gabinete Provincial da Agricultura, Pecuária e Pescas.

João Pedro perspectivou para 2025 um maior crescimento da produção, apesar da perda dos potenciais campos agrícolas para a província de Icolo e Bengo, recém-criada, no quadro da Divisão Político-Administrativa.
Segundo o jornal de Angola, para a concretização do plano avançado, asseverou, serão canalizados apoios financeiros a 24 cooperativas agrícolas entre as 50 existentes, nesta parcela do país.
Com perto de 75 produtores pecuários, e fruto da nova divisão administrativa, Luanda reinventa-se com base nas áreas disponíveis e está a potencializar-se para apresentar dados mais completos sobre a produtividade nos tubérculos, hortaliças, milho e feijão.
Por outro lado, acrescentou o responsável, apesar deste reajuste que coloca a capital a “perder a maior parte dos produtores”, estes profissionais ainda mantêm a sua fonte de produção nos municípios da província de Icolo e Bengo.
No mesmo espaço, defendeu o director, a actividade agrícola é um trabalho realizado por grupos, no entanto, embora haja insuficiência de áreas para o cultivo, o Gabinete Provincial da Agricultura, Pecuária e Pescas vai continuar a trabalhar, ensinando e a levar às famílias a oportunidade de formarem cooperativas servidoras de outros produtos.
João Pedro esclareceu que embora a alteração tenha resultado na perda de 85 por cento das terras aráveis, como as comunas da Funda, de Calumbo, o município de Catete e da Quissama, a acção é benéfica no sentido de que haverá a aplicação de políticas mais reais e incentivos à produção para a população residente em zonas com pouco potencial produtivo.
A perda de “largas extensões”, fez saber, Luanda mantém o município de Belas, que abrange parte da Barra do Kwanza, uma zona que apresenta algum desenvolvimento em termos de produção rural e principalmente da exploração de gado.
Em relação à possível baixa no fornecimento de bens diversos aos mercados da capital, João Pedro, lembrou que a cidade ainda detém mais de nove milhões de habitantes, de acordo com os dados referentes ao censo de 2014, o que significa que com os vários programas formativos que serão levados a cabo, a safra vai aumentar e desta forma contribuir para a estabilidade de preços de produtos de campo nos diferentes mercados.
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