
João Lourenço inaugura fábrica de alumínio que gerou 1200 postos de trabalho
O Presidente angolano, João Lourenço, inaugurou, ontem, quinta-feira, dia 15, na província do Bengo, uma fábrica de alumínio electrolítico, num investimento inicial chinês de 250 milhões de dólares e com o qual se criaram 1200 postos de trabalho.
De acordo com informação avançada pela agência Lusa, o empreendimento, instalado numa área de 73 hectares, está localizado na Zona Franca da Barra do Dande, arrancando a sua produção nesta quinta-feira, dia 15, com capacidade diária de 1200 toneladas e receitas anuais previstas em mais de 300 milhões de dólares.
O projecto, com cinco fases, prevê para a segunda fase uma expansão diária de produção de 240 mil toneladas anuais, com o investimento de outros 500 milhões de dólares.
Em declarações à imprensa, o Presidente João Lourenço mostrou-se satisfeito pelo arranque do projecto, que simboliza a concretização do objectivo de atracção do investimento privado nacional e estrangeiro. “Começámos também a construir um caminho para diversificar e aumentar os produtos de exportação. Não estamos satisfeitos com o facto de Angola exportar quase que exclusivamente crude, ainda por cima na sua forma bruta”, afirmou o governante.
O Presidente lamentou o facto de Angola não exportar ainda refinados de petróleo, apenas na sua forma bruta, “coisa que também vai mudar muito em breve”, quando se finalizar a construção da Refinaria do Lobito, que visitou esta semana. “Precisamos de transformar grande parte das matérias-primas extraídas no nosso país ou mesmo importadas, transformá-las aqui, acrescentarmos valor, dando emprego e aumentando a exportação”, realçou.
Noutro desenvolvimento, o chefe de Estado angolano observou que a estratégia de exportação é incentivar os investidores privados a produzirem cada vez mais produtos exportáveis, não apenas para consumo interno, mas com aceitação no mercado internacional, para o país diversificar as suas formas de “arrecadação de receitas no geral, mas, muito em particular, na arrecadação de divisas.”
Energia eléctrica a baixo custo
João Lourenço frisou que em Angola há vários incentivos para o investimento privado, nomeadamente o baixo custo do preço da energia eléctrica para os industriais, “para que venham investir mais, tendo noção de que o que vão pagar em consumo de electricidade está muito abaixo daquilo que é cobrado a nível internacional. Temos dito que temos excedente de energia. Precisamos, por um lado, de exportar, mas, em primeiro lugar, precisamos de aumentar o nosso consumo de energia e a melhor forma não é com consumo doméstico, mas sim com o consumo industrial”, acrescentou.
Para a indústria de alumínio, em particular, prosseguiu o líder, o consumo de energia é alto, mas “para Angola não é problema”, precisando apenas de assegurar que não haja interrupções no seu fornecimento, sobretudo por via do vandalismo.
A nova fábrica de alumínio gerou 1200 postos de trabalho
Na sua intervenção, o ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns, referiu que a inauguração da fábrica Huatong simboliza um processo de transformação económica de Angola e a sua
industrialização. O responsável salientou que o empreendimento está estruturado em dois ciclos fundamentais: esta primeira fase com uma capacidade anual de 120 mil toneladas de alumínio electrolítico, prevendo-se para a segunda fase uma duplicação para 240 mil toneladas anuais.
“Com esta expansão, Angola afirmar-se-á como um actor de referência na cadeia metalúrgica regional, potenciando de forma eficiente os seus recursos energéticos e industriais, para além de participar do processo contínuo de postos de trabalho qualificados e formação das nossas novas gerações”, referiu.
Segundo o ministro, o Executivo angolano está a trabalhar para que o sector industrial seja o verdadeiro motor económico, substituindo importações por produção nacional competitiva.