
Intervenção dos EUA na Venezuela provoca queda nos preços do petróleo bruto
Os preços do petróleo caíram nesta Segunda-feira, após o Presidente dos EUA ter exigido “acesso total” aos recursos naturais da Venezuela, e de a OPEP+ confirmar a manutenção dos níveis de produção até Abril.
O Brent, o petróleo bruto de referência na Europa, descia 0,6%, para cerca de 60,4 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate, referência nos EUA, descia 0,5% antes da abertura formal do mercado, para cerca de 57 dólares por barril.
“O que precisamos [de Delcy Rodríguez] é de acesso total. Acesso total ao petróleo e a outras coisas no país que nos permitirão reconstruir o país”, sublinhou.
O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, explicou que um dos principais interesses da Administração Trump é refinar o petróleo bruto pesado da Venezuela, o país com as maiores reservas de petróleo do mundo, nas refinarias dos EUA.
“As nossas refinarias na Costa do Golfo dos EUA são as melhores para refinar este petróleo bruto pesado. De facto, tem havido escassez de petróleo bruto pesado em todo o mundo, por isso penso que haveria uma enorme procura e interesse por parte da indústria privada se lhes fosse dada a oportunidade de o fazer”, disse Rubio à televisão norte-americana ABC News.
A decisão, diz a Lusa, foi tomada numa breve teleconferência no domingo pelos ministros da Energia e do Petróleo da Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã.
Estes oito países implementaram cortes voluntários na produção em 2023 para sustentar os preços. No entanto, em Abril de 2025, começaram a inverter gradualmente essas reduções com aumentos mensais, numa mudança estratégica para recuperar a quota de mercado.