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Industrialização africana é essencial para o desenvolvimento económico

A industrialização africana assenta em pilares estratégicos, como os da agro-indústria, produção agrícola, indústria têxtil, mineira, energias renováveis, digitalização e economia do conhecimento, apontou, quinta-feira, dia 27, em Luanda, a secretária de Estado do Comércio e Serviços.

Augusta Fortes, que discursou no acto de abertura da 10.ª Reunião das Zonas Económicas Especiais Africanas, que o país alberga até hoje, referiu que a agro-indústria é essencial para reduzir as perdas no processamento local, a produção agrícola para garantir maior agregação da agricultura e a indústria têxtil para elevar o potencial de probabilidade de integração em cadeias de exportação.
A secretária de Estado, citada pelo jornal de Angola, considerou que a indústria mineira e de minerais críticos, enquanto pilares estratégicos para a industri- alização de África, devem evoluir para um modelo de transformação local, alinhado com as oportunidades de transição energética global e as energias renováveis, devendo representar uma alavanca essencial para viabilizar as zonas industriais mais sustentáveis e competitivas.
Augusta Fortes destacou que a digitalização e a economia do conhecimento são segmentos indispensáveis para melhorar a gestão das Zonas Económicas Especiais, aumentar a eficiência logística e a integração das empresas africanas nas redes globais de fornecimento de produtos diversos.
De acordo com a governante, as discussões do evento demonstram que a África está a caminhar em direcção à Agenda-2063, com a visão estratégica da União Africana, que apela à industrialização inclusiva, criação de empregos, diversificação das economias voltadas para o conhecimento industrial sustentável e o comércio intra-africano.
“Devemos alinhar as nossas Zonas Económicas Especiais com pilares assentos na liberalização do comércio, facilitação de investimentos, integração de cadeias logísticas e a convergência regulatória, em que se deve criar condições para o surgimento de um mercado continental competitivo, robusto e tecnologicamente avançado”, notou.
Os 300 participantes à 10.ª Reunião das Zonas Económicas Especiais falaram temas relacionados com o “Potencial industrial da África por meio de Zonas Económicas Especiais”, “Perspectivas das ZEE para 2025 e Plataforma de Parques Industriais”, “ Negócios do futuro nas Zonas Económicas Especiais Africanas” e “ Perspectivas dos líderes sobre serviços e competitividade.
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