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Graça Machel declara apoio a Chapo mas quer renovação do contrato com o povo

A activista social moçambicana Graça Machel defendeu, ontem, terça-feira, dia 10, num vídeo que gravou a declarar apoio ao candidato da Frelimo, Daniel Chapo, à presidência da República, a necessidade da “renovação do contrato com o povo”, visando “reerguer” o país, apontando o combate à corrupção como uma das prioridades do futuro Presidente da República.

“Camarada Chapo és o meu candidato, és o candidato de toda a família Machel, não apenas porque tu és o candidato do partido Frelimo, mas, sobretudo, porque nós nos identificamos com a forma como renovas o contrato com o povo”, referiu Graça Machel no vídeo.

A ex-primeira dama de Moçambique, avançou que o candidato presidencial da Frelimo se tem colocado sob escrutínio das instituições e do povo na luta contra a corrupção. “Isso é que é liderança por exemplo, nós nos identificamos com a forma como tu te defines como líder (…). Todos nós temos a responsabilidade de reerguermos o nosso país”, declarou.

Actualmente presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), envolvida em projectos sociais, Graça Machel defendeu a necessidade de a liderança que vai sair das próximas eleições gerais introduzir mecanismos de ajuda aos projectos de desenvolvimento implementados pelas mulheres.

Viúva do primeiro Presidente moçambicano, Samora Machel, e ex-ministra da Educação, Graça Machel tem sido internamente uma das vozes mais críticas entre os históricos da Frelimo, no poder desde a independência, em 1975.

Mais de 17 milhões de eleitores estão inscritos para votar nas eleições gerais de 9 de Outubro, que incluem presidenciais, legislativas, de governadores provinciais e de assembleias provinciais.

Concorrem à Ponta Vermelha (residência oficial do chefe de Estado em Moçambique) Daniel Chapo, apoiado pela Frelimo, Ossufo Momade, apoiado pela Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), maior partido da oposição, Lutero Simango, apoiado pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira força parlamentar, e Venâncio Mondlane, apoiado pelos extraparlamentares Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos) e Revolução Democrática (RD).

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