
Endiama quer chegar à produção de 17 milhões de quilates até 2027
A Empresa Nacional de Prospecção, Exploração, Lapidação e Comercialização de Diamantes de Angola (Endiama) pretende aumentar a produção para 17 milhões de quilates até 2027, dando continuidade a um desempenho recorde que reforçou a posição do país na indústria diamantífera mundial.
De acordo com uma publicação governamental divulgada na edição de 2025 da Africa Mining Indaba, na Cidade do Cabo, África do Sul, a Endiama produziu 14 milhões de quilates de diamantes em bruto em 2024, o maior volume da sua história.
Este marco elevou Angola à terceira posição mundial em termos de volume de produção, atrás apenas da Rússia e do Botswana.
Um porta-voz da Endiama afirmou que a empresa pretende aumentar ainda mais a produção, com a meta de atingir 17 milhões de quilates nos próximos três anos, face aos actuais 14 milhões.
A estratégia reflecte o esforço mais amplo de Angola para maximizar o valor da sua riqueza mineral e atrair investimento de longo prazo para o sector.
O plano de expansão surge numa altura em que o Governo angolano manifesta interesse em reforçar a sua presença na cadeia de valor global dos diamantes.
O director Nacional dos Recursos Minerais de Angola, Paulo Tanganha, revelou que o Estado está a estudar a aquisição de uma participação entre 20% e 30% na De Beers, a emblemática empresa diamantífera detida pela Anglo American.
A eventual participação seria detida conjuntamente pela Endiama e pela empresa nacional de comercialização de diamantes, a Sodiam, uma iniciativa que poderá aprofundar a influência de Angola no mercado internacional de diamantes.
Para o segundo maior produtor de petróleo de África, os diamantes continuam a ser um pilar fundamental da diversificação económica. O aumento da produção da Endiama e a possível entrada de Angola no capital da De Beers sublinham uma determinação renovada em transformar os recursos minerais em alavancagem económica sustentada no palco global.