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Economia angolana consolida um novo ciclo de crescimento

A economia angolana está a consolidar um ciclo de crescimento sustentado, impulsionado pela expansão do sector não petrolífero e pelo aumento da produção nacional, assegurou terça-feira, em Luanda, o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, durante a discussão na Assembleia Nacional da proposta do OGE para o exercício económico de 2026.

O governante, que respondia às questões apresentadas pelos deputados na 2.ª Reunião Plenária Ordinária da 4.ª Sessão Legislativa da V Legislatura, reiterou que o sector não petrolífero representa, actualmente, 80 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
No que diz respeito à Segurança Alimentar, José de Lima Massano referiu que a campanha agrícola 2024-2025 produziu cerca de 30 milhões de toneladas de diversos produtos, um crescimento de 50 por cento face a 2018. “É um crescimento forte, com o envolvimento de muitas famílias e empresas a operar no campo”, afirmou.
De acordo com o ministro de Estado para a Coordenação Económica, citado pelo jornal de Angola, esse desempenho tem contribuído para reduzir significativamente a importação de alimentos. Comparado com 2018, o país importa hoje menos 44 por cento, sendo a diferença suprida pela produção nacional.
José de Lima Massano destacou, também, o avanço da Indústria Transformadora Alimentar, que registou um crescimento de 60 por cento nos últimos 12 meses. Apesar dos progressos registados, apontou desafios persistentes, como a qualidade dos alimentos, o balanço nutricional, a regularidade da oferta e as limitações logísticas.
José de Lima Massano anunciou ainda a inauguração, este mês, da primeira unidade de produção de medicamentos no Huambo, e prevista a entrada em funcionamento da primeira fase da Fábrica de Alumínios da Barra do Dande e da unidade de montagem de automóveis em Icolo e Bengo.
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