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Corredor Ferroviário Sul vai interligar Angola às vizinhas Namíbia e Zâmbia

O ministro dos Transportes, Ricardo d’Abreu, anunciou, ontem, na cidade do Lubango, Huíla, a construção, nos próximos tempos, do Corredor Sul de Linha Férrea, que vai ligar o Porto do Namibe às fronteiras da Namíbia e da Zâmbia, passando pelas províncias da Huíla e do Cubango, através dos Caminho-de-Ferro de Moçâmedes (CFM), noticiou o jornal de Angola.

A revelação foi feita durante a abertura do 17º Conselho Consultivo do Ministério dos Transportes, que decorre no Lubango nos dias 11 e 12 do corrente mês sob o lema “Angola 50 Anos – Conectividade – Integração – Inovação para uma Economia Sustentável”.
“É importante reconhecer que a região Sul do nosso país é muito rica, muito fértil, com um potencial de desenvolvimento muito grande, e queremos sim abrir aqui uma nova fronteira de integração e conectividade, com o lançamento do concurso do Corredor Sul, portanto do Corredor do Namibe”, disse.
O projecto, adiantou, vai permitir que haja nessa zona mais ao Sul do país a mesma dinâmica provocada no Corredor do Lobito, em Benguela, que liga a Zâmbia à República Democrática do Congo.
Os primeiros passos já começaram a ser dados, com o projecto de desenvolvimento integrado da Baía de Moçâmedes, que vai permitir que se consiga tirar partido desse Corredor, procurando depois também assegurar a sua extensão para os limites fronteiriços quer da Namíbia, quer também da Zâmbia, no Leste do país.
O titular da pasta dos Transportes fez notar que o seu pelouro tem sido bem-sucedido na atracção de investimento privado.
“Com todo esse trabalho, já asseguramos a geração de receitas adicionais na ordem dos 400 milhões de dólares, bem como compromissos de investimentos firmes de mais de 1.500 milhões de dólares, sem considerar o projecto regional conjunto de extensão do Corredor do Lobito até à Zâmbia, avaliado em 4.500 milhões de dólares”, assinalou o ministro dos Transportes.
Embora todos esses dados pareçam satisfatórios para o sector, Ricardo d’Abreu disse que há ainda muito caminho por trilhar. “Por que é que não conseguimos ter um sistema de mobilidade urbana e transportes públicos sustentável e que responda às necessidades das nossas principais cidades, como essa do Lubango?”, questionou.
Em resposta, sublinhou que todas essas questões devem ser analisadas por cada um dos membros do Ministério de forma individual e colectivamente, colocando a tónica na missão, agindo com parcimónia, com espírito de responsabilidade e procurando dar o seu melhor para o interesse colectivo e não o individual.
O governante assegurou que o trabalho vai continuar, considerando que o país precisa e exige respostas atempadas e com urgência. E frisou que o que se pretende com o 17º Conselho Consultivo é garantir que saiam indicações importantes para “o futuro da nossa conectividade e integração dos transportes”.
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