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Câmara de Comércio e Indústria aposta no processo de revitalização

A Câmara de Comércio e Indústria de Angola (CCIA) vai apostar, neste ano, no processo de revitalização de mandatos dos seus membros provinciais para a sua legalização, de modo a contribuírem para a dinamização económica e servirem como ponte entre os governos locais e as empresas na aquisição de financiamento e mercados, para além da promoção da diversificação da economia do país.

Esta perspectiva, avançada no final de 2025 pelo presidente da Câmara de Comércio e Indústria, Vicente Soares, em entrevista de balanço, concedida ao Jornal de Angola, consta do plano de acções a serem executadas neste ano pelo organismo que dirige.
Para o presidente da CCIA, a revitalização de mandados nas câmaras de comércio provinciais deveria ter início em 2019, mas devido ao surgimento da pandemia da Covid-19, o processo parou, o que impossibilitou a nomeação de novos membros até 2024.
“Agora, com um ambiente melhor e sem a pandemia da Covid-19, podemos viajar para as províncias e avançarmos com o processo de revitalização das câmaras. Aliás, este processo já iniciou no princípio de 2025, com uma circular emitida em 2023 a avisar a todos os membros sobre o início da renovação de mandatos nos órgãos provinciais”, disse.
No ano passado, a direcção da Câmara de Comércio Nacional acompanhou o processo de revitalização das câmaras das províncias de Benguela e Zaire. Antes deste dinamismo, os membros do Bié, Moxico e da Lunda-Norte renovaram os mandatos por iniciativa própria.
De acordo com o Vicente Soares, a ideia de renovação de mandatos é de garantir maior impulso e dinamismo às câmaras provinciais com a eleição de novos membros para que possam ter uma participação activa no crescimento económico do país.
“Temos um cronograma que vamos seguir para todas as províncias, no que diz respeito à realização dos processos de renovação de mandatos. A Câmara de Comércio Nacional não tem a competência de impor os membros provinciais, mas podemos persuadi-los a promoverem os actos”, disse, sublinhando que, nesta condição, estão também as associações empresariais, que devem seguir esse processo para legitimar as suas actividades.
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