
Banca angolana com queda na rentabilidade, diz BNA
O sector bancário angolano manteve-se sólido face aos riscos da actividade financeira no segundo trimestre de 2024, apesar da exposição ao risco soberano, aumento do risco de crédito e diminuição da rentabilidade, segundo o banco central de Angola.
O Comité de Estabilidade Financeira (CEF) do Banco Nacional de Angola (BNA), num comunicado divulgado após a reunião da última semana – a próxima reunião terá lugar em Luanda, a 29 de Novembro – onde avaliou os principais factores de risco sistemático da banca angolana, decidiu manter a reserva de conservação em 2,50%, aplicável a todas as instituições financeiras bancárias.
Manteve também a reserva contracíclica (reserva adicional constituída por fundos próprios principais devido a um crescimento excessivo de crédito) em 0% e a reserva para instituições bancárias de importância sistemática doméstica (D-SIB, na sigla inglesa), nomeadamente o BAI, BFA, BPC, SBA, KEVE, BCI, BMA, BNI, Banco Sol e o Banco Económico entre 1% e 2%.
Segundo o CEF, o sector bancário demonstrou durante este período solidez suficiente para fazer face aos riscos da actividade financeira, evidenciados, essencialmente, pelos índices de capital e de liquidez, uma vez que estes se encontram acima do mínimo regulamentar.
Este organismo do BNA observa, no entanto, que nos meses de Abril, Maio e Junho passados persistiram riscos de vulnerabilidade, como o baixo nível de intermediação financeira, ligeira deterioração dos indicadores da qualidade do activo, com o aumento do risco de crédito, diminuição da rentabilidade e exposição ao risco soberano – probabilidade do Estado em não honrar os seus compromissos ou incumprir as suas obrigações contratuais.