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Angola é um dos países que participa na reunião plenária do Processo Kimberley no Dubai

Angola participa, desde esta terça-feira, dia 12, e até à próxima sexta-feira, dia 15, na Reunião Plenária do Sistema de Certificação do Processo Kimberley, que decorre no Dubai, Emiratos Árabes Unidos. O maior objectivo deste evento é concertar estratégias e implantar soluções que permitam manter o equilíbrio dos preços de diamantes nos mercados internacionais.

Segundo uma publicação do jornal Expansão, a proliferação de diamantes laboratoriais (sintéticos) nos principais mercados tem “empurrado” os preços por quilate para baixo, enquanto as limitações à comercialização de diamantes russos nos países ocidentais, que são os maiores produtores mundiais, têm levado a alterações significativas no comércio deste produto.

A delegação angolana, chefiada pelo coordenador executivo da Comissão Nacional do Processo Kimberley (CNPK), Estanislau Buio, vai propor no encontro uma ampla campanha de marketing a nível mundial para permitir que os compradores comparem as diferenças qualitativas entre diamantes naturais e sintéticos, de forma que entendam que não são a mesma coisa.

A CNPK avançou que a reunião plenária “vai culminar com várias deliberações de carácter administrativo, no quadro do Comité Ad-Hoc da revisão e reforma em curso, das quais se espera um papel mais actuante do país, em função do relevante papel que tem desempenhado em prol da defesa dos interesses dos países produtores.”

A agenda de trabalhos será dominada pela avaliação das propostas projectadas pelos subgrupos durante a reunião do Comité Ad-Hoc, realizada em Luanda no mês de Outubro, com a presença do presidente executivo do Processo Kimberley, Ahmed Bin Sulayem. Estão também previstas discussões sobre os relatórios dos grupos de trabalho de monitorização, estatísticas, peritos em diamantes e exploração aluvial artesanal.

Outros pontos de destaque no encontro, que reúne os principais países envolvidos na indústria diamantífera global, incluem a avaliação dos relatórios do Comité de Regras e Procedimentos, encabeçada pela Rússia, e do Comité de Presidência e Participação, dirigida pela República do Zimbabwe.

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