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Angola convida empresas portuguesas a investirem no turismo e agricultura

O ministro de Estado para a Coordenação Económica de Angola, José de Lima Massano, convidou, na última sexta-feira, dia 6, as empresas portuguesas a investirem mais em Angola, salientando oportunidades em áreas como a agricultura, o turismo e a segurança alimentar.

“O potencial turístico de Angola é único, abençoado com clima, espécies animais únicas, o deserto mais antigo do mundo, a maior zona de conservação transfronteiriça, a palanca negra, a primeira igreja católica construída abaixo do Saara”, destacou o dirigente, citado pela agência Lusa, lamentando que o país seja “pouco conhecido do ponto de vista do turismo.”

Este sector vale menos de 2% do Produto Interno Bruto (PIB), e recebe cerca de “200 a 250 mil turistas por ano, mas há grande potencial, desde logo pelo facto de haver 100 países isentos de visto”, acrescentou José de Lima Massano.

Portugal, “um país de referência no turismo”, pode partilhar a sua experiência e aumentar os investimentos nesta área, considerou.

O governante passou em revista as várias reformas que Angola tem vindo a lançar nos últimos anos, salientando as medidas destinadas a substituir a importação pela produção nacional, como no caso da carne de frango ou nos óleos alimentares.

“São produtos que incomodam, porque temos potencial para se tornar exportador”, lamentou, exemplificando que no caso do óleo alimentar, foi preciso limitar a importação para incentivar a produção local.

A agricultura é uma das apostas do Governo para acelerar o processo de diversificação económica para além do petróleo, que apesar de ter ainda um peso determinante nas receitas de exportação, tem cada vez menos peso na economia. “Os dados mais recentes relativos a 2025 mostram que o sector não petrolífero tem um peso dominante, perto de 80%, e o petrolífero está nos 19,5%”, lembrou.

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