
Angola aponta para “breve” entrada em cena de refinaria de ouro em Luanda
O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, anunciou nesta quarta-feira, dia 4, no Cuanza-Norte, a abertura, em breve, de uma refinaria de ouro que está a ser construída na província de Luanda. Segundo o ministro, a unidade fabril vai criar novas oportunidades de valorização do ouro nacional.
Ao discursar na abertura do Fórum sobre Investimento no sector dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, o governante observou que Angola precisa de preparar as bases para que não seja apenas produtora de matéria-prima, mas, também, transformadora de riqueza.
No evento, que acontece na cidade de Ndalatando sob o lema ‘O Investimento no Sector Mineiro e Petrolífero como Alavanca para a Diversificação Económica’, referiu que o sector continua a ser o motor principal da economia angolana, representando mais de 95% das exportações, 30% do PIB e cerca de 60% das receitas do Estado.
“Vemos que o mundo está a mudar e Angola também. Queremos um sector petrolífero moderno, sustentável, eficiente que continue a gerar receitas, mas que, também, seja base para a diversificação e a inovação”, disse Diamantino Azevedo, citado pela Revista Economia & Mercado.
Realçou que o seu pelouro está a implementar “uma estratégia clara” para manter a produção petrolífera acima de 1 milhão de barris por dia e atrair novos operadores, através de licitações regulares e novas regras operacionais.
O governante referiu que o gás natural é uma aposta estratégica: “O novo consórcio do gás, que já iniciou a exploração dos campos Quiluma e Maboqueiro, vai alimentar a fábrica Angola LNG, a Central do Soyo, a futura fábrica de fertilizantes e outros grandes projectos industriais”.
Assinalou que a transição energética também está no centro das políticas do departamento ministerial que dirige, realçando que Angola já está a investir em energia solar e em hidrogénio verde.
“Um dos maiores projectos do continente nesta área em parceria com empresas alemãs — está a nascer na Barra do Dande, com uma capacidade para produzir 280 mil toneladas de amónia verde por ano”, apontou.