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Acordo relança perspectivas de futuras colheitas do café

Instituto Nacional de Café de Angola (INCA) e a empresa JMV procederam, recentemente, no município do Amboim, província do Cuanza-Sul, à assinatura de um acordo para prestação de assistência técnica ao projecto MUKAFE, que visa à melhoria das técnicas de produção do café a nível da região.

O acto de assinatura e lançamento do projecto MUKAFE decorreu sob orientação do administrador municipal interino do Amboim, Paulo Kapessa, em representação do governador provincial, Narciso Benedito.
O coordenador do projecto MUKAFE, José Mahinga, referiu que o projecto tem como objectivo melhorar o desempenho e crescimento da cadeia de valor do café, transformar a produção cafeícola em um pilar significativo da economia nacional, bem como melhorar a qualidade e competitividade do café angolano nos mercados internacionais.
“Com a implementação do projecto, pretendemos não só aumentar as receitas do país, mas também criar oportunidades de emprego e fomentar o desenvolvimento local”, disse.
Por outro lado, José Mahinga explicou que o projecto visa, igualmente, promover o uso inclusivo de serviços financeiros diversificados, garantindo que pequenos e médios produtores possam beneficiar de instrumentos, que possibilitam o desenvolvimento das actividades que o projecto contempla.
Fez saber que o projecto é de âmbito nacional e vai beneficiar as províncias do Cuanza-Sul, Cuanza-Norte e Uíge, por exemplo, enquanto localidades com fortes potencialidades na produção do café.
Conforme detalhou José Mainga, o projecto conta com a supervisão do Ministério da Agricultura e Florestas, sendo financiado pela Agência Francesa de Desenvolvimento, com um valor total de mais de oito milhões de euros, por via do Fundo da União Europeia. Dos valores aprovados, 40 por cento está destinado para a província do Cuanza-Sul.
O projecto tem duração de quatro anos, sendo que, na província do Cuanza-Sul, foram contemplados os municípios do Amboim e Libolo. O mesmo vai beneficiar 1.200 cafeicultores, sendo 600 beneficiários para cada município.
A implementação do projecto contempla cinco componentes, designadamente o fortalecimento das capacidades do Instituto Nacional do Café; reforço das capacidades dos produtores; implementação dos princípios de gestão de qualidade e rastreabilidade; desenvolvimento do sistema de informação do mercado e a gestão e implementação do projecto.
Ficou claro que os beneficiários do projecto não vão receber financiamento em dinheiro de forma efectiva.
Trata-se, sim, de assistência técnica aos produtores de café, produção de mudas de forma generativa e vegetativa, aplicação de novas técnicas, bem como incentivos para a juventude a fim de gerar-se maior aposta na produção de café. Pretende-se, desta forma, garantir a continuidade da produção da cultura do café, a organização dos cafeicultores, para facilitar a legalização de terras e obtenção de financiamento via banca.
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