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Cimeira das Civilizações agendada para sábado

A 11.ª Cimeira da Aliança das Civilizações das Nações Unidas (ONU), com início agendado para este sábado, em Luanda, prevê discutir os desafios actuais e soluções para o futuro, além de promover a diversidade cultural, o pluralismo religioso e o respeito mútuo.

Durante três dias, o evento sob a égide da ONU propõe-se a reafirmar os ideais de incentivo à união diante de divisões, promoção da paz e da diplomacia a níveis local e global, com vista a moldar um futuro mais pacífico e inclusivo. A Cimeira vai decorrer sob o lema “Um apelo à paz, ao fim das guerras e ao respeito pelo Direito Internacional”.
Segundo dados disponibilizados pelas Nações Unidas na sua página oficial, o conjunto de valores faz parte do Pacto para o Futuro — adoptado na Cimeira do Futuro realizada em Nova Iorque, em Setembro de 2024 — e está alinhado à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e aos seus 17 objectivos.
A ONU refere-se à Aliança das Civilizações como uma iniciativa para promover o bem-estar, justificando que ela representa um factor essencial para a paz, a segurança, o desenvolvimento sustentável e o mundo que se precisa construir.
A Aliança das Civilizações da ONU promove eventos globais que servem como pontos de encontro seguros e que, ao longo dos anos, já acolheram milhares de representantes de mais de 130 países.
O evento junta, habitualmente, embaixadores, representantes da sociedade civil e do sector privado para a troca experiências em diversos painéis temáticos.
A meta das Nações Unidas com o evento é estimular a vontade colectiva para mudanças diante dos desafios actuais, propondo soluções inovadoras que incluem caminhos intergeracionais para o desenvolvimento sustentável e a mediação religiosa pela paz e pelo fim do ódio.
A Aliança das Civilizações da ONU é apoiada pelo lema “Muitas culturas, uma humanidade”. A iniciativa foi criada em 2005, sob a gestão do então Secretário-Geral das Nações Unidas Kofi Annan, com o objectivo de promover a diversidade cultural, o pluralismo religioso e o respeito mútuo.
Ao longo de quase duas décadas, a iniciativa desempenhou um papel essencial na promoção do pluralismo de culturas.
Em edições anteriores, a Aliança das Civilizações reservou espaço para abordar o discurso de ódio contra refugiados. Esses debates foram integrados a diálogos inter-religiosos e a vários eventos organizados ao redor do mundo.
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