
Visita de Delegação do Rose Hulman Institute of Technology a Luanda projecta um novo ciclo de cooperação académica e científica com os EUA
Uma visita de uma delegação do Rose Hulman Institute of Technology a Luanda, realizada a convite da PDPT – Associação para a Promoção, Desenvolvimento, Prosperidade e Tecnologia, terminou com um balanço muito positivo, identificando oportunidades concretas de cooperação académica e científica.
Durante cinco dias, a missão norte-americana, liderada pelo Professor Wayne Tarrant, Titular da Cátedra de Inovação em Educação nas Ciências, Engenharia e Matemática (STEM), reuniu-se com um órgão afecto à Presidência da República de Angola e com a Vice-Presidente da República de Angola, universidades e centros de investigação em Luanda.
Questionado sobre a possibilidade de instalar um campos universitário da Rose Hulman em Angola, o que permitirá aos estudantes angolanos estudarem numa das maiores instituições do ensino Superior do ramo das Engenharias do Mundo, Wayne Tarrant sublinhou que “há interesse, e a instalação vai depender da dedicação de todas as partes interessadas e do nível de apoio que se possa ter das instituições ligadas ao sector e que podem contribuir para que tal se torne uma realidade”.
De acordo com o Professor Wayne Tarrant “Angola pode e deve ambicionar vir a tornar se num centro de formação em África e na região subsahariana do continente a nível da formação STEM. Há talento, a ambição existe, e o Rose Hulman vê sempre com bons olhos ajudar a construir algo duradouro e impactante”. Para o académico, países que apostam em educação de excelência “transformam-se em polos de inovação capazes de mudar o seu destino económico e o bem-estar das suas populações”.

Para Pedro Godinho, Presidente da PDPT, esta missão reforça uma visão estratégica clara da Associação: “Queremos trazer para Angola campus universitários com Universidades americanas com o mesmo modelo que tem em Indiana, este é o nosso objectivo. E pretendemos que exista uma interacção entre a Rose Hulman em Angola e a Rose Hulman do estado de Indiana. Queremos que Angola, à semelhança do Qatar, tenha um polo com universidades americanas o que vai permitir formar os nossos melhores quadros em universidades americanas sem que precisem sair do país o que vai resultar na poupança de divisas e redução do risco de fuga de quadros”.
O responsável destaca que esta ambição pode começar alinhada a modelos comprovados noutras regiões do mundo: o Ruanda, que acolhe polos da Carnegie Mellon University e da African Leadership University, ou os Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, que criaram Education Cities com campus de universidades como Georgetown, Sorbonne, NYU e Texas A&M.
“Estes exemplos mostram que é possível transformar países em plataformas de conhecimento. Angola pode e deve ser o próximo caso de sucesso em África. Solicitamos a nossa liderança o apoio para tornar este objectivo uma realidade”, afirmou.
A visita encerrou com o compromisso conjunto de aprofundar o diálogo e desenvolver propostas concretas de cooperação, com vista a criar oportunidades para a juventude angolana e posicionar Angola como um futuro polo regional de conhecimento, inovação e qualidade académica.
O Professor Wayne Tarrant durante a sua estadia em Angola manteve encontro com a direcção de quadros da Presidência da República de Angola, com o Ministério do Ensino Superior e Universidades em Angola.