
Raio mata seis membros da mesma família no Bié
Perante o aumento das trovoadas durante a época chuvosa, o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros recomendou à população o reforço das medidas de prevenção, nomeadamente evitando permanecer em estruturas precárias, debaixo de árvores isoladas, em zonas descampadas ou nas proximidades de cursos de água.
Uma descarga atmosférica provocou a morte de seis membros da mesma família, no município do Andulo, província do Bié, em Angola, na manhã de segunda-feira, informou o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros.
Entre as vítimas estão o pai, a mãe, que estava grávida de oito meses, e quatro filhos menores. A família encontrava-se numa cabana situada num campo de cultivo quando foi atingida pelo raio.
Segundo as autoridades, no momento do acidente registava-se chuva intensa. A descarga atingiu directamente a estrutura, provocando também um incêndio.
Perante o aumento das trovoadas durante a época chuvosa, o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros recomendou à população o reforço das medidas de prevenção, nomeadamente evitando permanecer em estruturas precárias, debaixo de árvores isoladas, em zonas descampadas ou nas proximidades de cursos de água.
Na província do Moxico, uma outra descarga atmosférica atingiu, na madrugada de segunda-feira, uma unidade militar no Luena, provocando várias explosões que foram ouvidas em diferentes pontos da cidade e causaram alarme entre a população.
O incidente ocorreu durante um período de chuva intensa, acompanhada de ventos fortes, trovoadas e descargas atmosféricas. O raio atingiu um paiol situado na Base Logística da Força Aérea, no campo militar, onde se encontra uma subunidade de depósito de material de guerra.
Os efeitos da ocorrência foram sentidos sobretudo nos bairros Social da Juventude, Sinai-Velho, Mandembwe, Sangondo e Nzaji.
O vice-governador do Moxico para os Serviços Técnicos e Infra-estruturas, Wilson Augusto, declarou à imprensa que não houve vítimas na sequência das explosões.
As descargas atmosféricas são um fenómeno frequente em Angola e provocam anualmente dezenas de mortes. Desde 2015, a legislação obriga à instalação de sistemas de protecção contra raios nos edifícios privados com mais de 25 metros de altura e em todos os equipamentos públicos.
Para a época chuvosa de 2026/2027, o Instituto de Meteorologia de Angola prevê períodos de seca no Sul e Sudeste e excesso de precipitação na faixa litoral, associados aos fenómenos El Niño e ao Índice do Atlântico Sul Tropical. A época chuvosa em Angola teve início oficial a 15 de Agosto e prolonga-se até 15 de Maio de 2027.