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Presidente João Lourenço condena intentona na RDC

O Presidente angolano condenou nesta segunda-feira, dia 20, a tentativa de golpe de Estado ocorrida neste domingo na República Democrática do Congo (RDC) e reafirmou a sua oposição à tomada do poder por via não constitucional em África.

João Lourenço falava por ocasião da realização, em Luanda, de uma cimeira extraordinária virtual da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) dedicada aos efeitos das alterações climáticas, em alguns países da região, causadas pelo efeito El Nino.

“Defendemos mais uma vez a tolerância zero para com as mudanças inconstitucionais do poder em África que atentam contra os princípios da União Africana e da Carta das Nações Unidas”, afirmou Lourenço, citado pela Voz da América (VOA).

O exército da RDC afirmou que “frustrou um golpe” na manhã de domingo, dia 19, e prendeu os perpetradores, incluindo vários estrangeiros, após um tiroteio entre homens armados em uniforme militar e os guardas de um político importante que deixou três pessoas mortas no capital, Kinshasa.

A tentativa de golpe de Estado foi “cortada pela raiz pelas forças de defesa e segurança congolesas (e) a situação está sob controlo”, disse o porta-voz do exército congolês, brigadeiro-general Sylvain Ekenge, numa conferência de imprensa, não dando mais detalhes.

Foram reportados confrontos entre homens em uniforme militar e guardas de um político local na sua casa, na Avenida Tshatshi, a cerca de dois quilómetros do palácio presidencial e onde também estão localizadas algumas embaixadas.
Angola com contingente de 500 militares destacados.

Isto ocorreu em meio a uma crise que assolava o partido no poder do presidente Felix Tshisekedi devido a uma eleição para a liderança do Parlamento, que deveria ter sido realizada no sábado, mas foi adiada.

Na sexta-feira, dia 17, o Presidente Felix Tshisekedi reuniu-se com parlamentares e líderes da coligação governante da União Sagrada da Nação, numa tentativa de resolver a crise no seio do seu partido, que domina a Assembleia Nacional. O chefe de Estado afirmou que não “hesitaria em dissolver a Assembleia Nacional e enviar todos para novas eleições se estas más práticas persistirem”.

Recorde-se que Tshisekedi foi reeleito em Dezembro, numa votação caótica e no meio de apelos à revogação da oposição por causa do que consideraram falta de transparência, seguindo tendências passadas de eleições disputadas naquele país da África Central.

A Embaixada dos Estados Unidos na RDC emitiu um alerta de segurança, pedindo cautela após “relatos de tiros”.
Recorde-se que Angola aprovou, em 2023, o envio de 500 efectivos das Forças Armadas Angolanas (FAA) de apoio às operações de manutenção da paz e asseguramento das áreas de acantonamento do M23, no Leste da República Democrática do Congo (RDC).

Enquanto isso, o tenente-general angolano Nassone João foi indicado para exercer as funções de Chefe do Mecanismo de Verificação Ad-Hoc, criado para a pacificação da região Leste da República Democrática do Congo (RDC).

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