
Países africanos são os mais ameaçados pela crise climática
Pelo menos, 17 dos 20 países mais ameaçados pela crise climática são africanos, alertou, quinta-feira, a Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA), que evidenciou a necessidade do desenvolvimento de novos modelos capazes de se adaptarem a estas mudanças.
“Estima-se que a escassez de água no norte de África possa afetar até 71% do produto interno bruto (PIB) e 61% da população, em comparação com 22% e 36% no resto do mundo”, afirmou a diretora da UNECA para o Norte de África, Zuzana Brixiova Schwidrowski, em Gaborone, a capital do Botsuana, onde os peritos da UNECA se reúnem desde quarta-feira.
“No entanto, existem alternativas. Não só temos de confiar nos recursos renováveis para enfrentar estes desafios, como também temos de acelerar o desenvolvimento económico sustentável e o desenvolvimento social, reduzindo simultaneamente a pobreza, criando emprego e a equidade social”, acrescentou, citada pela Lusa.
O director da UNECA para a África Ocidental, Ngone Diop, observou que é também “imperativo” aumentar a produtividade agrícola e acelerar a implementação do Acordo de Comércio Livre Continental Africano, que entrou em vigor em 2019 e procura criar a maior zona livre de comércio do mundo, para melhorar a industrialização e o comércio.