
Formação em aviação civil vai reduzir dependência externa
A formação de gestores de Centros de Formação e Regulação na área da aeronáutica vai permitir, nos próximos anos, reforçar a qualidade técnica dos quadros nacionais e reduzir a dependência de especialistas estrangeiros no sector.
A acção formativa, que começou terça-feira, vai decorrer até sábado, 28, nas instalações da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), no município do Bom Jesus, província do Icolo e Bengo, no Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto.
A iniciativa é promovida pela Academia da Aviação Civil de Angola (AACA), no âmbito do programa “Trainair Plus”, da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), e pretende reforçar as competências técnicas de quadros angolanos ligados à formação e regulação do sector.
A formação inaugural é destinada a membros do corpo directivo da AACA e da ANAC.
Segundo o director-geral da Academia da Aviação Civil de Angola, Paulino Silva, o objectivo do curso, com duração de cinco dias, é capacitar gestores de centros de treinamento aeronáutico com ferramentas de instrução desenvolvidas segundo a metodologia “Trainair Plus”.
Nesta primeira fase, 15 técnicos nacionais vão aprender sobre instrução, segurança, regulação e gestão na área da aviação civil.
Para a chefe de Departamento de Gestão Integrada e de Desenvolvimento Pessoal na ANAC, Eunice Chambalanda, afirmou que a capacitação vai permitir aos técnicos nacionais aprofundar e ampliar os conhecimentos sobre a aviação civil, sobretudo no domínio da instrução, contribuindo para o fortalecimento das competências profissionais no sector.
Por sua vez, o técnico gestor de Centros de Formação e Regulação da ANAC, Wengi Cassule, disse que a iniciativa é positiva, uma vez que os participantes poderão actuar como multiplicadores do conhecimento adquirido.
Já o formador internacional Rolando Tamayo esclareceu que o programa integra módulos orientados para a gestão de centros de instrução e formação de instrutores, baseados numa metodologia centrada em competências, com forte componente prática e avaliação contínua e destacou os investimentos realizados pelo Executivo no sector da aviação civil.
O especialista elogiou, ainda, o empenho demonstrado pelos formandos, considerando-o um reflexo da qualidade do capital humano angolano.
Por último, a presidente do Conselho de Administração da ANAC, Amélia Kuvíngua, afirmou que, com o arranque da academia, o país passa a dispor de capacidade para formar quadros de forma consistente e alinhada com as orientações da OACI.