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Especialistas discutem cibersegurança na CPLP

A cibersegurança é um dos temas a ser apresentado sexta-feira, em Luanda, na XI reunião dos ministros das Telecomunicações da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), segundo os organizadores do evento.

Manuel Lobão, director para a Cooperação da CPLP, informou que, também, foi tema da agenda de reunião a questão do investimento pesado em cabos submarinos, um mecanismo que trouxe um grande avanço na maneira como circula a comunicação entre os Estados-membros e permite uma ligação mais rápida, com a tecnologia de maior velocidade entre os continentes ligados à comunidade.

“O facto de existirem cabos submarinos, amarrados dentro dos países-membros da CPLP, vai permitir uma nova agilidade que ainda está posturado”, referiu, frisando que merece, igualmente, atenção dos técnicos e pode fazer parte da agenda dos ministros das Telecomunicações o roaming 0 na comunidade.

De acordo com Manuel Lobão, “isso será um benefício para toda a comunidade, porque quando o cidadão se deslocar de um Estado para o outro não terá as tarifas pesadas de roaming que são conhecidas”.

O director para a Cooperação da CPLP acrescentou que, apesar de ser um processo difícil, é intenção da organização procurar parceiros internacionais e perspectivar medidas conjuntas para se trabalhar no assunto.

Por outro lado, João Ramos, director de Telecomunicações de Cabo Verde, afirmou que o seu país está munido de uma estratégia forte de transformação digital na região económica da SADC e que, também, se pode partilhar com a CPLP.

“Cabo Verde pretende tornar-se um hub de conectividade no Atlântico, ligando vários cabos submarinos que possam vir a potenciar a economia na comunidade (CPLP) e fazer com que os países, com paucos recursos, se tornem gigantes”, avançou.

O chefe da Assessoria Interna de Inclusão Digital das Comunicações no Brasil, Jeferson Nacif, afirmou que, actualmente, se está com 90% da população a usar Banda Larga. “Existem, ainda, outros desafios a atingir e estamos a desenvolver políticas públicas sem deixar ninguém para trás. Essa é a experiência que estamos a apresentar nos encontros técnicos. Estamos, também, a ouvir dos outros pontos focais da comunidade e levar as experiências para implementar no nosso país”, finalizou.

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