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EAU lançam fundo de 500 milhões de USD destinado à saúde neonatal na África Subsaariana

Um fundo de 500 milhões de dólares destinado a melhorar a saúde materna e neonatal na África Subsaariana foi lançado ontem, terça-feira, dia 29, em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos (EAU), numa altura em que os países ocidentais estão a reduzir drasticamente a ajuda ao continente africano.

O Fundo, intitulado “Beginnings” reúne associações sem fins lucrativos, incluindo a Fundação Gates e a Fundação Mohamed bin Zayed para a Humanidade, gerida pelo Presidente dos EAU, Mohamed bin Zayed.

“O prazo estabelecido para atingir o objectivo de 500 milhões de dólares é 2030 e já foram alcançados 450 milhões de dólares em promessas”, afirmaram os organizadores num comunicado.

Fundo quer evitar 300 mil mortes

O congelamento da ajuda decretado no início deste ano pelo Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, reduziu os orçamentos de muitos programas humanitários no mundo, incluindo no continente africano.

O fundo visa evitar mais de 300 mil mortes e melhorar o acesso a cuidados de qualidade para 34 milhões de mães e bebés até 2030. “Vivemos um momento muito crítico”, afirmou Tala Al Ramahi, porta-voz da Fundação Mohamed bin Zayed para a Humanidade, acrescentando que ‘as associações sem fins lucrativos não podem preencher as lacunas que os cortes na ajuda por parte dos EUA deixaram para trás, mas o ‘Fundo Beginnings’ centrar-se-á nos produtos, nas pessoas e nos sistemas necessários para melhorar e aumentar a saúde materna e neonatal.’

Nos próximos cinco anos, a iniciativa tem por objectivo estabelecer parcerias com dez países: Etiópia, Gana, Quénia, Malawi, Lesoto, Nigéria, Ruanda, Tanzânia, Uganda e Zimbabwe.

“A maioria das mortes na África Subsaariana ocorre durante o primeiro mês de vida e a região é responsável por 70% das mortes maternas a nível mundial”, refere o comunicado, destacando ainda que “182 mil mulheres e 1,2 milhão de recém-nascidos morrem todos os anos de causas evitáveis, além de 950 mil nados-mortos.”

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