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Corredor do Lobito atrai ajuda financeira para 370 empresas

O projecto para Aceleração da Diversificação Económica e Criação de Emprego, denominado Diversifica Mais, lançado, ontem, em Luanda, pelo Ministério do Planeamento, vai financiar 370 empresas que desenvolvem actividades ao longo do Corredor do Lobito, além de prestar apoio técnico a mais duas mil empresas.

A informação foi avançada pelo director do projecto, Laércio Cândido, que ao apresentar, ontem, o Diversifica Mais, declarou que, depois de ter arrancado, no ano passado, a operação é executada até 2029, para aumentar o investimento privado, promover o crescimento das micro, pequenas e médias empresas, bem como uma transformação económica e sustentável ao longo do corredor.

Laércio Cândido, que apresentou o Diversifica Mais a parceiros estratégicos do Governo, realçou que o apoio às duas mil empresas ocorre por via de diagnósticos e consoante as necessidades de cada uma, sobretudo no que toca à necessidade de consultoria, fiscalidade, contabilidade e outras que concorram para a rentabilidade.

Por tratar-se do  Corredor do Lobito, que se estende por mais de mil quilómetros de linha de férrea, numa região povoada por mais de oito milhões de habitantes, com potencial  no sector agro-industrial e de Iinfra-estruturas, Laércio Cândido indicou que o Executivo pretende aumentar a cadeia de valor do sector não petrolífero em cerca de 400 milhões de dólares, recuperar infra-estruturas, reduzir a taxa de pobreza, garantir o acesso ao emprego e dinamizar o comércio transfronteiriço.

O Diversifica Mais, apontou, vai privilegiar empresas do  ramo da segurança alimentar, sobretudo as do sector agrícola e de processamento de produtos, incluindo a cadeia de logística ao longo do Corredor. Embora o projecto tenha como ponto inicial as províncias de Benguela, Huambo, Bié e Moxico, Laércio Cândido afirmou que todas as empresas nacionais são chamadas  a participar.

O director do projecto indicou que para a promoção da rentabilidade  e atractividade, numa primeira fase as partes vão trabalhar no diagnóstico das capacidades das empresas e na identificação das necessidades, para aumentar os níveis de produtividade.

O processo vai ter a intervenção do Instituto Nacional de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) e do Fundo de Garantia de Crédito (FGC), que terão a missão de mobilizar recursos junto do sector financeiro privado, através da assinatura de memorandos.

O FGC, anunciou Laércio Cândido,  vai receber cerca de 80 milhões de dólares para empregar em garantias de crédito a projectos do Corredor, os 300 milhões obtidos em financiamento do Banco Mundial.

O projecto conta com a supervisão estratégica do ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, e vai facilitar as operações de comércio e infra-estruturas financeiras, melhorar os serviços nas regiões e aumentar a capacidade das empresas, com acesso ao crédito”, garantiu Laércio Cândido.

Metas a atingir 

O Governo espera obter, com a execução do projecto, 400 milhões de dólares em investimentos alavancados pelo sector privado, 120 milhões dos quais ao longo do Corredor, 250 milhões financiados por empréstimos privados, um aumento das receitas por parte das empresas beneficiadas e 50 milhões de dólares para mitigação e adaptação climática.

Outros resultados esperados incluem a criação de 24.500 empregos, 6.101 dos quais para beneficiários do sexo feminino, 25 por cento de redução do tempo para o desalfandegamento, com a implementação da Janela Única do Comércio Externo, e beneficiar 12 mil empresas de iniciativa privada.

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