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BNA prevê inserção do risco climático na regulamentação bancária

O Banco Nacional de Angola (BNA) prevê em 2024 a inserção do risco climático na regulamentação bancária, que vai ter impacto na forma como os bancos concedem crédito à economia, anunciou, em Luanda, o vice-governador do Banco Central, Pedro Castro Silva.

Ao intervir na 2ª Edição do Angola Economic Outlook, sublinhou que a regulamentação bancária do risco climático vai juntar-se às já existentes, sobre risco de crédito, de liquidez, taxa de câmbio e taxa de juro.

“Ou seja, os bancos antes de concederem crédito para as pescas, desenvolvimento de um projecto agrícola, para diversificação, vão ter que ter em conta factores relacionados com a sustentabilidade e, provavelmente, o impacto que isso tem ao nível da sua base de capital”, disse.

Acrescentou que o BNA vai continuar a investir na literacia financeira, expandir os serviços de mobile money (Kwik) e apostar no quadro regulamentar das microfinanças.

Por outro lado, o vice-governador realçou que, apesar dos choques externos, e todo cenário internacional, os bancos no país têm 23,41% de rácio de capitalização, “superior ao mínimo de 8% que é exigido”.

De acordo com o mesmo, os bancos estão devidamente capitalizados, “para que, mesmo em cenário de recessão económica e outro tipo de risco, não haja qualquer situação de instabilidade no sistema financeiro”.

Destacou que a qualidade dos activos, percentagem do crédito vencido sobre o crédito total, tem estado a reduzir, nos últimos anos, “traduzindo a estabilidade financeira que se vive no sector bancário”.

Disse que em 2024 “teremos uma política monetária que não será diferente da que vimos em 2023, com a taxa média de inflação projectada para esse exercício de 16%, superior a que temos de 15%”.

Com isso, apontou que se deverá experimentar uma tendência em alta da inflação homóloga, mas, ao longo de 2024, espera-se que ela venha a reduzir, atingindo, no final do ano, uma taxa de 15%.

Quanto a política monetária, cambial e financeira em 2024, entende que “não deverá ser diferente daquilo que foi em 2023”.

No que as reservas estratégicas dizem respeito, o vice-governador entende conseguem manter um nível desejado de mais de 6 meses de importação de bens e serviços essenciais, sendo que, “um dos objectivos em 2024 deverá ser de defender a posição das nossas reservas, mantendo-as num patamar sustentável”.

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